Uma professora do 8.º ano do ensino fundamental organiza, em um campo aberto e amplo, um circuito composto de quatro estações e que receberão pequenos grupos de alunos. A primeira estação possui entre dois grossos troncos de árvore uma fita de slackline e uma corda montada como “falsa baiana”. A segunda estação possui um conjunto de obstáculos constituídos por bancos, arcos e cones e que precisam ser ultrapassados. A terceira estação possui no solo a projeção de um muro de escalada no qual os alunos devem passar várias vezes sem repetir o uso das pegadas (alteração de percurso). Por fim, a quarta estação apresenta dois skates que devem ser usados em um mesmo percurso, mas sempre de forma diferente, ora em pé (remando com os membros inferiores), ora sentado (remando com os membros superiores). As práticas ilustradas nesse circuito são representações de vivências em aulas de educação física das
- A)práticas corporais integrativas.
Errada, porque as atividades não têm foco em integração social ou terapêutica, mas em desafios motores e deslocamentos típicos de aventura.
- B)práticas corporais rítmicas.
Errada, porque não há predominância de ritmo, dança ou expressão corporal cadenciada, e sim de superação de obstáculos e equilíbrio.
- C)práticas corporais de combate.
Errada, porque não existe confronto, oposição direta ou técnicas de ataque e defesa, que são marcas das práticas de combate.
- D)práticas corporais de aventura.
Certa, porque o circuito reúne situações de risco controlado, equilíbrio, exploração de percursos e superação de obstáculos, características das práticas corporais de aventura.
- E)práticas corporais alternativas.
Errada, porque o enunciado não trata de práticas inespecíficas ou terapêuticas, e sim de vivências com elementos bem definidos de aventura.
Gabarito: D
A questão descreve um circuito com atividades que exigem equilíbrio, superação de obstáculos, variação de trajetos e deslocamentos em equipamentos como slackline, bancos, arcos, cones, muro de escalada e skate. Esse conjunto é bem típico das práticas corporais de aventura, especialmente das vivências de aventura urbana e na natureza adaptadas ao contexto escolar. Em outras palavras, a ideia aqui é desafiar o aluno a se movimentar com controle, tomada de decisão e exploração de percursos diferentes, e não apenas correr, saltar ou competir por desempenho. Na Educação Física escolar, as práticas corporais de aventura fazem parte do conteúdo da cultura corporal e aparecem em documentos curriculares como a BNCC, que reconhece essas práticas como objeto de ensino. Elas valorizam risco controlado, criatividade, cooperação e superação de desafios corporais, sempre com adaptação pedagógica e segurança. A escola não está treinando um esporte radical de alto rendimento, mas oferecendo uma experiência motora variada e significativa. O gabarito é a letra D porque todas as estações do circuito remetem a desafios corporais típicos de aventura: equilíbrio em fita suspensa, transposição de obstáculos, deslocamento em percurso alterado e uso de skate em diferentes formas de locomoção. O foco está na vivência do desafio, na adaptação do corpo ao ambiente e na exploração de soluções motoras, que são marcas centrais desse conteúdo. Se você pensou em outras alternativas, a armadilha foi olhar só para a aparência da atividade e não para a lógica pedagógica. Em prova de Educação Física, a CESPE/CEBRASPE costuma cobrar a classificação correta da prática corporal a partir das características do movimento e do objetivo da vivência.