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Economia Brasileira · FGV · 2023

Questão comentada de Economia Brasileira

“Assim, a partir dos anos 30 e especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, o sentido de intervenção do Estado Brasileiro passa a ser o de alterar o próprio modelo de desenvolvimento do país, buscando superar as características agroexportadoras de nossa economia e apoiando decididamente o processo de industrialização.” Extraído de Gremaud, A. P.; Vasconcellos, M. A. S. de; Toneto Jr., R. Economia Brasileira Contemporânea. 8ª ed. 2017, p. 555. Assim, o papel do Estado produtor no cenário acima exposto foi o de

Gabarito: C

A questão trata do papel do Estado no ciclo da industrialização brasileira, sobretudo no período da substituição de importações, quando o país deixou de depender apenas do café e passou a empurrar a indústria para o centro da estratégia de desenvolvimento. Nesse modelo, o Estado não ficou só “assistindo de longe”: ele planejou, investiu e criou condições para a indústria ganhar fôlego, especialmente em setores que exigiam muito capital e tinham retorno lento. Depois dos anos 1930 e, com mais força, no pós-Segunda Guerra, o Estado brasileiro assumiu uma postura desenvolvimentista. Isso incluiu criar empresas estatais, expandir infraestrutura e assumir atividades consideradas estratégicas, como energia, siderurgia, petróleo, transporte e comunicações. A ideia era atacar os gargalos que o setor privado, sozinho, não tinha capacidade ou interesse de resolver. É aí que mora o gabarito da letra C: o chamado papel do Estado produtor foi o de estatizar ou assumir diretamente serviços e setores ligados à infraestrutura e aos bens intermediários. Em outras palavras, o Estado virou produtor em áreas-base da economia para viabilizar a industrialização pesada e reduzir a dependência externa. Exemplos clássicos desse movimento são CSN, Petrobras, Eletrobras e outras empresas estatais estratégicas. As outras alternativas misturam funções importantes do Estado, mas de outro tipo. Esta banca adora trocar o “Estado produtor” pelo “Estado financiador”, pelo “Estado regulador” ou pelo “Estado mediador”. Aqui, porém, a chave é a produção direta em setores estratégicos, típica do modelo desenvolvimentista brasileiro.

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