A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) elabora anualmente o Índice Global de Inovação (IGI), composto por sete grandes áreas: “Capital humano e pesquisa”, “Infraestruturas”, “Instituições”, “Produtos criativos”, “Produtos de conhecimento e tecnologia”, “Sofisticação do mercado”, e “Sofisticação empresarial”. De acordo com o resultado do IGI 2023, “Sofisticação empresarial” e “Produtos criativos” foram as áreas em que o Brasil obteve seu melhor desempenho. Já o pior desempenho foi na seguinte área:
- A)“capital humano e pesquisa”.
Errada: “Capital humano e pesquisa” não foi a pior área do Brasil no IGI 2023, embora continue sendo um ponto importante para inovação.
- B)“infraestruturas”.
Errada: “Infraestruturas” não apareceu como o pior desempenho brasileiro no índice.
- C)“instituições”.
Errada: “Instituições” não foi a área de menor nota do Brasil no IGI 2023.
- D)“produtos de conhecimento e tecnologia”.
Errada: “Produtos de conhecimento e tecnologia” não foi a pior dimensão brasileira no relatório.
- E)“sofisticação do mercado”.
Certa: o IGI 2023 apontou “Sofisticação do mercado” como a área de pior desempenho do Brasil.
Gabarito: E
O Índice Global de Inovação (IGI), elaborado pela OMPI, compara o desempenho dos países em pilares que misturam ciência, mercado, instituições e capacidade de transformar conhecimento em inovação. A lógica é simples: não basta ter pesquisadores e ideias brilhantes, é preciso que o ambiente econômico ajude essas ideias a virarem produto, investimento e ganho de produtividade. No caso do Brasil, o IGI 2023 mostrou um contraste bem típico de economias em desenvolvimento: o país conseguiu ir relativamente melhor em áreas ligadas à produção criativa e a parte empresarial, mas sofreu mais onde o mercado deveria funcionar como motor da inovação. E é aí que entra a área de “Sofisticação do mercado”. Essa dimensão avalia, em linhas gerais, como o sistema financeiro e o ambiente de crédito, competição e financiamento favorecem a inovação. Quando o mercado é menos sofisticado, a empresa até pode ter ideia boa, mas encontra mais dificuldade para captar recursos, escalar projetos e competir em igualdade. Em termos de crescimento de longo prazo, isso pesa bastante, porque inovação sem financiamento e sem competição vira talento engavetado. Por isso o gabarito é a letra E: no IGI 2023, a pior área do Brasil foi “Sofisticação do mercado”. A questão cobra exatamente a leitura do relatório da OMPI, então não é para chutar pelo nome mais bonito da categoria, e sim lembrar onde o país costuma tropeçar mais no caminho entre ideia e produtividade.