Nos primeiros 10 meses de 2023, o Brasil apresentou um total de US$ 202,25 bilhões em importações, apresentando uma média diária de importação 12,2% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. Em ambos os períodos, seu principal parceiro comercial para importações foi
- A)a Argentina.
Errada: a Argentina tem relevância regional, mas não lidera as importações brasileiras nesse período.
- B)a China.
Certa: a China foi o principal fornecedor do Brasil nos primeiros 10 meses de 2023.
- C)os EUA.
Errada: os EUA são importantes no comércio com o Brasil, mas ficaram atrás da China nas importações.
- D)o Japão.
Errada: o Japão tem participação menor e não ocupa a liderança nas compras brasileiras.
- E)a União Europeia.
Errada: a União Europeia é um parceiro relevante, mas o bloco não foi o principal origem das importações brasileiras no recorte.
Gabarito: B
Quando a FGV cobra comércio exterior, ela adora olhar para o fluxo real das compras do Brasil e perguntar quem lidera a conta. Em 2023, a pauta de importações brasileira continuou muito concentrada em bens industriais, insumos e, principalmente, produtos ligados à cadeia produtiva que vem da Ásia, com destaque absoluto para a China. Isso aparece com frequência nas estatísticas do Comex Stat/MDIC e nas séries do IBGE e do Banco Central sobre o setor externo. A lógica é simples: o Brasil importa muito da China porque compra grandes volumes de eletrônicos, máquinas, equipamentos, componentes e diversos bens intermediários. Mesmo quando há oscilação no valor total importado, a China costuma permanecer na liderança, graças ao tamanho da economia chinesa e à integração das cadeias globais de produção. Por isso, o gabarito é a letra B. Nos primeiros 10 meses de 2023, o principal parceiro comercial do Brasil para importações foi a China, não a Argentina, os EUA, o Japão ou a União Europeia como bloco. Em prova, vale lembrar: a pergunta está falando de importações do Brasil, então o foco é quem vende mais para o país, e nesse recorte a China costuma disparar na frente. Como referência técnica, esse tipo de informação é extraído das estatísticas oficiais de comércio exterior do governo federal, especialmente o Comex Stat, além das análises recorrentes do Banco Central sobre o balanço de pagamentos e a balança comercial.