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Economia Brasileira · CESPE/CEBRASPE · 2025

Questão comentada de Economia Brasileira

Em relação ao processo de substituição de importações no Brasil, assinale a opção correta.

Gabarito: E

A substituição de importações foi a estratégia clássica do desenvolvimentismo brasileiro: primeiro, o país reduz a dependência de bens importados; depois, tenta montar aqui dentro o que antes vinha de fora. Isso ajudou a criar indústria, mas também trouxe um lado menos glamouroso: proteção elevada, pouca concorrência e, em vários setores, ganhos de produtividade mais lentos do que o ideal. Ou seja, a indústria cresceu, mas nem sempre ficou automaticamente eficiente ou competitiva. No Brasil, esse modelo ganhou força a partir dos anos 1930, com intervenção estatal, proteção tarifária, controle cambial e incentivo à industrialização. O Estado passou a organizar a economia de forma bem ativa, quase como um maestro segurando a orquestra para não desafinar na crise externa. Esse desenho é típico do período desenvolvimentista e da lógica de industrialização voltada para dentro. É aí que a alternativa E entra. A Instrução SUMOC n.º 70, de 1953, foi um marco cambial: instituiu o regime de taxas múltiplas de câmbio, com leilões de câmbio e forte controle estatal, inclusive com papel central do Banco do Brasil. A ideia era enfrentar a escassez de divisas e, ao mesmo tempo, favorecer a industrialização, porque diferentes tipos de importação recebiam tratamento cambial distinto. Então, o gabarito está correto porque a SUMOC 70 é um exemplo clássico do uso de política cambial para administrar a crise externa e estimular a indústria nacional. Já as demais alternativas distorcem a lógica histórica: o protecionismo não foi irrelevante, exportações não foram a base das economias centrais como motor exclusivo de crescimento, e o setor exportador agrícola brasileiro não bastava para gerar sozinho um dinamismo industrial sustentado.

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