Um sistema de informação em saúde deve ser eficaz, eficiente e efetivo no enfrentamento da situação de saúde indicada. Para isso, a qualidade dos indicadores escolhidos é fundamental. Um indicador deve possuir, entre outras, qualidades como simplicidade e robustez, por meio de dados
- A)fáceis de serem calculados e pouco afetados indevidamente por valores atípicos ou outras pequenas discrepâncias.
Correta: descreve exatamente simplicidade e robustez, com dados fáceis de calcular e pouco sensíveis a valores atípicos.
- B)precisos na mensuração das informações e que medem o que de fato se deseja medir.
Errada: fala de validade, isto é, medir aquilo que realmente se quer medir, e não de simplicidade ou robustez.
- C)discriminatórios para vários níveis de condições de saúde e indicativos de alterações que ocorram com o tempo.
Errada: trata de sensibilidade/discriminabilidade, que é a capacidade de captar mudanças e diferenças ao longo do tempo.
- D)disponíveis ou de fácil obtenção e capazes de medir a variável em questão com o mínimo de erro.
Errada: mistura disponibilidade e validade, mas isso não define robustez nem simplicidade do indicador.
- E)capazes de proporcionar medidas consistentes em várias tentativas e ao longo do tempo e medir objetivamente uma determinada informação.
Errada: aponta confiabilidade e objetividade, ou seja, consistência em medições repetidas, e não a ideia de robustez pedida.
Gabarito: A
Em Saúde Pública, indicador bom não é o mais bonito no papel, e sim o que ajuda a enxergar a realidade sem fazer drama desnecessário. Por isso, quando se fala em qualidade de indicadores, aparecem critérios como simplicidade, validade, confiabilidade, sensibilidade, especificidade e robustez. A simplicidade pede que o indicador seja fácil de calcular e de entender. Já a robustez significa que ele não deve se desorganizar por causa de poucos valores atípicos ou pequenas variações na base de dados. Em outras palavras: o indicador precisa aguentar o tranco do mundo real, porque sistema de informação em saúde não vive em laboratório. É exatamente isso que a alternativa A descreve: dados fáceis de calcular e pouco afetados por valores extremos ou pequenas discrepâncias. Essa é a combinação clássica de simplicidade com robustez, muito cobrada em SUS e vigilância em saúde. As demais alternativas trazem qualidades verdadeiras de indicadores, mas de outro tipo: precisão, validade, sensibilidade, especificidade, reprodutibilidade. A banca costuma misturar esses conceitos para ver se você reconhece o nome certo da virtude certa. Aqui, o enunciado está falando de simplicidade e robustez, então a chave é identificar a definição correspondente.