A avaliação de dados epidemiológicos é uma prática importante no quesito de aplicação das práticas do SUS, sendo essas avaliações vistas em situações, tais como:
- A)Aumento das demandas farmacêuticas nas Unidades Básicas de Saúde.
Errada, porque aumento de demanda por medicamentos é um dado assistencial ou de consumo, não uma situação típica de avaliação epidemiológica em si.
- B)Aumento do número de leitos hospitalares.
Errada, pois aumento de leitos hospitalares é medida de estrutura e gestão do serviço, não exemplo direto de análise epidemiológica.
- C)Maior presença de enfermeiros na atenção primária da cidade.
Errada, porque a maior presença de enfermeiros na atenção primária é questão de organização da força de trabalho, não de notificação ou análise epidemiológica.
- D)Notificação de casos de doenças que contém na lista nacional de notificação compulsória.
Certa, porque a notificação de doenças da lista nacional de notificação compulsória é um exemplo clássico de dado epidemiológico usado na vigilância em saúde.
- E)Aplicação de sanções de cunho à vigilância ambiental de forma exclusiva.
Errada, pois a vigilância ambiental não atua de forma exclusiva e essa frase não descreve uma situação típica de avaliação epidemiológica no SUS.
Gabarito: D
A avaliação de dados epidemiológicos é uma das engrenagens mais importantes da Saúde Pública, porque é ela que permite perceber padrões de adoecimento, identificar surtos, acompanhar tendências e orientar medidas de prevenção e controle. Em outras palavras: antes de agir, o SUS precisa saber o que está acontecendo, onde está acontecendo e com quem está acontecendo. No SUS, essa leitura da realidade se apoia muito na vigilância em saúde, especialmente na vigilância epidemiológica. É por isso que a notificação de doenças e agravos é tão relevante: ela alimenta os sistemas de informação e permite que o poder público responda com rapidez, evitando que um problema pequeno vire um problemão. O gabarito está na alternativa D porque os casos incluídos na lista nacional de notificação compulsória devem ser comunicados obrigatoriamente às autoridades de saúde. Esse dever está previsto na Lei nº 6.259/1975 e regulado por normas do Ministério da Saúde, justamente para garantir monitoramento epidemiológico, investigação e adoção de medidas sanitárias adequadas. As outras alternativas falam de estruturas ou recursos do sistema, mas não traduzem uma situação típica de avaliação epidemiológica. Aqui, a banca quer que você reconheça que dado epidemiológico, no SUS, não é enfeite estatístico: ele serve para agir na prática.