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Direito Sanitário · Itame · 2023

Questão comentada de Direito Sanitário

A autoridade sanitária terá livre acesso, em qualquer hora e dia, observados os preceitos constitucionais, em todas as habitações particulares ou coletivas, prédios ou estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores de serviços de qualquer natureza, terrenos cultivados ou não, lugares e logradouros públicos, e neles fará observar as leis e regulamentos que se destinem à promoção, proteção e recuperação da saúde, inclusive para investigação de inquérito sanitário. Com base nessa determinação legal, é correto afirmar que:

Gabarito: C

A questão trata do poder de fiscalização da autoridade sanitária, que existe justamente para permitir que o Estado proteja a saúde pública com rapidez. Por isso, a lei admite o livre acesso da autoridade sanitária, em qualquer dia e hora, respeitados os preceitos constitucionais, para vistoriar habitações, estabelecimentos, terrenos e locais públicos, inclusive para apuração de inquérito sanitário. O ponto principal aqui é que a fiscalização não fica travada pela simples resistência do morador ou do responsável. Quando houver oposição ou dificuldade à diligência, a autoridade pode adotar providências para viabilizar o acesso, inclusive intimando as pessoas responsáveis para que facilitem a entrada imediatamente ou em prazo curto, conforme a urgência do caso. Isso evita que a proteção da saúde dependa da boa vontade de quem está sendo fiscalizado. O gabarito é a letra C porque ela reproduz exatamente a lógica legal: diante de oposição ou dificuldade, a autoridade sanitária pode intimar o proprietário, locatário, responsável, administrador ou seus procuradores para que facilitem a diligência de forma imediata ou em até 24 horas, conforme a urgência. Em Direito Sanitário, a ideia é simples: a saúde pública não pode ficar esperando a burocracia virar o jogo para o lado do infrator. As alternativas erradas tentam empurrar duas ideias falsas: que a autoridade sanitária ficaria impedida de fiscalizar sem consentimento e que haveria apenas multa ou desistência da diligência. Isso não combina com o poder-dever de polícia sanitária, que autoriza atuação firme e legal para prevenir risco à coletividade.

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