Essas campanhas frequentemente se faziam de forma autoritária, empregando estratégias militares para sua implementação, o que não raro levou a verdadeiros levantes populares, como o ocorrido no Rio de Janeiro no início do século XX, conhecido como a Revolta da Vacina. (Modelo assistencial e atenção básica à saúde. Universidade Federal de Minas Gerais). Sobre os modelos assistenciais, o trecho acima refere-se ao modelo
- A)sanitarista.
Correta: descreve o modelo sanitarista, marcado por campanhas de saúde pública, ação verticalizada e forte intervenção estatal.
- B)hegemônico.
Errada: o modelo hegemônico não é identificado por campanhas autoritárias de vacinação, mas pela lógica dominante da medicina assistencial e curativa.
- C)médico assistencial privatista.
Errada: o modelo médico assistencial privatista se relaciona à assistência curativa e à prestação privada, não a campanhas sanitárias militares.
- D)de atenção gerenciada.
Errada: atenção gerenciada é ligada à gestão do cuidado e da rede de serviços, não ao histórico de campanhas sanitárias autoritárias.
Gabarito: A
A questão descreve um tipo de atuação em saúde voltado para campanhas específicas, centralizadas no Estado e muitas vezes marcadas por imposição, fiscalização e uso de força. Esse desenho combina bem com o modelo sanitarista, também chamado de campanhista ou de saúde pública tradicional, muito associado ao combate de endemias e epidemias por meio de ações verticalizadas. Nesse modelo, o foco não está na organização contínua da atenção básica do dia a dia, mas em campanhas massivas contra doenças, com pouca participação popular. Foi exatamente esse jeito autoritário de intervir que marcou episódios históricos como a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, quando a população reagiu à imposição das medidas sanitárias. Por isso, o gabarito é a letra A. O trecho não fala de assistência clínica individual, nem de gestão de planos ou rede privada. Ele remete à lógica de campanha sanitária, típica do sanitarismo clássico, em que o Estado age de forma direta para controlar riscos coletivos. Em provas, vale guardar a associação: campanha, combate a endemias, ação vertical e autoritarismo lembram modelo sanitarista. Já quando a banca fala em consulta, hospital, atendimento curativo e setor privado, normalmente está apontando para outros modelos assistenciais.