As principais características físicas ligadas aos esgotos domésticos são: matéria sólida, temperatura, odor, cor/turbidez e variação da vazão. Em relação a essa última característica, estima-se que, para cada 100 litros de água consumida, são lançados aproximadamente quantos litros de esgoto na rede coletora?
- A)20 litros de esgoto.
Errada, porque 20 litros é muito abaixo da proporção usual de retorno do consumo de água para esgoto doméstico.
- B)200 litros de esgoto.
Errada, porque 200 litros ultrapassa o volume consumido de referência e não corresponde ao índice médio adotado.
- C)800 litros de esgoto.
Errada, porque 800 litros é um valor incompatível com a relação típica entre água consumida e esgoto gerado.
- D)80 litros de esgoto.
Certa, pois a estimativa clássica é que cerca de 80% da água consumida volte como esgoto na rede coletora.
- E)10.000 litros de esgoto.
Errada, porque 10.000 litros é um exagero evidente e foge completamente da relação real entre consumo de água e geração de esgoto.
Gabarito: D
Quando se estuda esgoto doméstico, é comum a banca cobrar algumas características físicas e um dado bem prático sobre vazão. Entre essas características, entram matéria sólida, temperatura, odor, cor/turbidez e a variação da vazão ao longo do dia. Na prática, o esgoto não chega de forma uniforme: ele sobe e desce conforme banho, lavagem de roupa, uso de torneiras e demais hábitos da casa. A referência mais cobrada em saneamento é que, para cada 100 litros de água consumida, retornam cerca de 80 litros de esgoto à rede coletora. Isso acontece porque parte da água é incorporada ao organismo, evapora, fica retida em alimentos, limpeza e outros usos, mas a maior parte segue para o sistema de esgotamento. Por isso, o gabarito é a letra D. A questão testa um dado clássico de saneamento básico, muito usado em materiais técnicos e em aulas de saúde pública: o esgoto gerado costuma corresponder a aproximadamente 80% do volume de água consumida. Se você lembrar dessa proporção, já mata a questão sem drama. Em provas de Direito Sanitário, esse tipo de cobrança aparece ligado ao tema de saúde pública e saneamento básico, que é um componente essencial da prevenção de doenças e da proteção coletiva. A lógica é simples: água consumida em casa vira, em grande parte, esgoto, e isso impacta diretamente o planejamento da rede coletora e do tratamento.