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Direito Sanitário · FUNDATEC · 2023

Questão comentada de Direito Sanitário

A Resolução da Diretoria Colegiada nº 216 da Anvisa estabelece a regulamentação técnica de boas práticas também para o controle integrado de vetores e pragas urbanas. Assinale a alternativa que descreve uma prática INCORRETA de acordo com essa resolução.

Gabarito: B

A RDC nº 216/2004 da Anvisa trata das boas práticas para serviços de alimentação e inclui um ponto bem importante: o controle de vetores e pragas urbanas deve ser contínuo, preventivo e eficaz. A lógica da norma não é "sair borrifando produto" por padrão, mas manter o ambiente sem atrativo para pragas, com limpeza, organização, barreiras e monitoramento. Quando essas medidas não resolvem, aí sim entra o controle químico, feito por empresa especializada e com produto regularizado. É justamente por isso que a alternativa B está errada. Ela diz que o controle químico é obrigatório sempre, mesmo que as medidas de prevenção sejam eficazes. Isso contraria a própria resolução, que condiciona o uso do controle químico à ineficácia das medidas preventivas. Em prova, esse tipo de frase absoluta costuma ser a armadilha clássica: "sempre", "obrigatório", "ainda que". A norma não gosta de exagero, ela gosta de proporcionalidade. O restante da regra também fecha bem: a edificação, equipamentos, móveis e utensílios devem estar livres de vetores e pragas, e deve haver ações contínuas para impedir acesso, abrigo e proliferação. Além disso, a empresa especializada precisa adotar procedimentos antes e depois do tratamento para evitar contaminação de alimentos, utensílios e equipamentos, e tudo que for reutilizado deve ser higienizado depois. Na prática, a ideia central é simples: primeiro previne, depois controla. O veneno não é protagonista da história, é plano B.

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