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Direito Sanitário · FGV · 2021

Questão comentada de Direito Sanitário

De acordo com o Ministério da Saúde, a Política Nacional de Humanização-PNH existe desde 2003 para efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. A humanização é a valorização dos integrantes desses três grupos no processo de produção de saúde, ampliando sua capacidade de transformar a realidade em que vivem, por meio da responsabilidade compartilhada, da criação de vínculos solidários, da participação coletiva nos processos de gestão e da produção de saúde. Nesse contexto, o chamado princípio da transversalidade significa, especificamente, que a Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS)

Gabarito: E

A Política Nacional de Humanização, a PNH ou HumanizaSUS, foi criada em 2003 para colocar em prática no dia a dia do SUS ideias como acolhimento, corresponsabilidade, vínculo e participação. Ela não é um programa “decorativo”: a proposta é mexer na forma como o serviço funciona, aproximando gestão, trabalhadores e usuários. Quando a questão fala em transversalidade, está falando exatamente dessa circulação da humanização por todo o SUS, sem ficar presa a um setor isolado. Na prática, transversalidade significa atravessar as diferentes áreas, serviços e níveis de atenção, aumentando o contato, a comunicação e o diálogo entre pessoas e grupos. A lógica é integrar saberes, diminuir barreiras e fazer com que as especialidades conversem entre si e também com a experiência de quem é cuidado. É um jeito de lembrar que saúde não se faz em “caixinhas” separadas. Por isso o item E está correto: ele descreve a presença da humanização em todas as políticas e programas do SUS e destaca a ampliação do grau de contato e da comunicação entre pessoas e grupos. Isso é bem típico do conceito de transversalidade na PNH. A própria Política Nacional de Humanização, nas diretrizes do Ministério da Saúde, trabalha com essa ideia de articulação e circulação entre sujeitos e serviços. As demais alternativas trocam transversalidade por outros princípios do SUS, como universalidade, igualdade e participação. Em prova, a banca adora fazer essa troca de rótulos: parece bonito, mas conceitualmente está embaralhado.

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