No início do século XX, Oswaldo Cruz, ao ser nomeado Diretor Geral de Saúde Pública com sua equipe, iniciou uma campanha de vacinação compulsória em que a brigada sanitária entrava nos domicílios e vacinavam os moradores, o que gerou um movimento popular que ficou conhecido como revolta da vacina. O estopim da rebelião foi uma lei que determinava a obrigatoriedade de vacinação contra a
- A)febre amarela.
Errada: a campanha de vacinação compulsória da Revolta da Vacina não foi contra febre amarela.
- B)varíola.
Certa: a lei determinava a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, que motivou a revolta.
- C)peste.
Errada: peste era outra preocupação sanitária da época, mas não foi o alvo da lei que desencadeou a revolta.
- D)tuberculose.
Errada: tuberculose não foi objeto da vacinação compulsória associada à Revolta da Vacina.
Gabarito: B
A chamada Revolta da Vacina aconteceu no Rio de Janeiro, em 1904, no contexto das reformas sanitárias conduzidas por Oswaldo Cruz. O governo queria enfrentar uma grave epidemia que assustava a população urbana e adotou uma campanha de vacinação obrigatória, com fiscalização bem invasiva, inclusive com entrada de brigadas sanitárias nas casas. Resultado: muita gente viu isso como abuso do Estado e a cidade explodiu em protestos. O ponto central da questão é lembrar qual doença estava no alvo da lei de vacinação compulsória. Era a varíola, uma doença altamente contagiosa e letal na época, contra a qual a vacina já existia e era a principal estratégia de controle. Por isso, o gabarito é a letra B. Em termos históricos, a revolta não foi causada pela vacinação em si, mas pela forma autoritária como a medida foi imposta, somada ao desconhecimento da população e ao clima político-social conturbado da Primeira República. É um clássico de concurso: saúde pública, ciência e resistência social andando de mãos dadas, nem sempre em paz.