A Refrigeração deficiente, manipulação inadequada, preparo de alimentos várias horas antes do consumo, manutenção de alimentos em temperaturas elevadas (incubação bacteriana), manipuladores com infecções purulentas. Bolos e similares com recheio e cobertura; produtos de confeitaria doces e salgados, tortas salgadas, massas salgadas com recheio e/ou cobertura, carne moída, presunto, são fatores que contribuem e e alimentos incrimináveis, respectivamente, para a intoxicação com a toxina produzida por Staphylococcus aureus . O período de incubação e os sinais e sintomas são, respectivamente:
- A)1 a 8 horas (em geral 2 a 4 horas), cursando com náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, prostração, sendo importante observar ausência de febre.
Correta: traz o período de incubação típico da intoxicação por toxina de Staphylococcus aureus e o quadro de náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia e ausência de febre.
- B)6 a 24 horas, cursando com dor abdominal, sensação de saciedade, vômito, diarreia prolongada, sede, cãibras, pulso rápido e fraco, colapso circulatório, icterícia, dilatação das pupilas, coma, morte.
Errada: descreve um quadro mais compatível com outras intoxicações alimentares, com evolução mais longa e sinais sistêmicos graves, não o padrão estafilocócico.
- C)Alguns minutos, cursando com ardência nos lábios, boca e garganta, vômitos, dores abdominais, diarreia.
Errada: o início em poucos minutos com ardência em boca e garganta sugere intoxicação por outra toxina, não por Staphylococcus aureus.
- D)1 a 2 horas, cursando com náuseas, vômitos, cianose, cefaléia, tontura, fraqueza, desmaios.
Errada: o tempo de início e os sintomas apontam para outra síndrome tóxica, com manifestações neurológicas e sistêmicas, não para a toxina estafilocócica.
Gabarito: A
A intoxicação alimentar por Staphylococcus aureus é clássica em provas de Vigilância Sanitária porque ela não depende da bactéria viva no intestino, e sim da toxina já pronta no alimento. Por isso, o quadro costuma começar rápido: poucas horas depois da ingestão, o paciente já está com náuseas, vômitos importantes, dor abdominal e diarreia. Em geral, não há febre, o que ajuda muito na diferença com outras gastroenterites infecciosas. A contaminação aparece, sobretudo, quando há falha de refrigeração, manipulação inadequada e alimentos preparados muito antes do consumo e mantidos em temperatura favorável à multiplicação bacteriana. Os exemplos clássicos são bolos e similares com recheio e cobertura, produtos de confeitaria, tortas salgadas, massas recheadas, carne moída e presunto. Ou seja, é aquele cenário em que o alimento fica “na vitrine do erro” por horas, esperando a toxina se formar. O gabarito A está correto porque descreve exatamente o período de incubação típico dessa intoxicação, de 1 a 8 horas, em geral de 2 a 4 horas, associado a náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, sem febre. Esse padrão é o que a literatura de microbiologia e vigilância sanitária reconhece para a toxina estafilocócica. Em prova, quando aparecer início muito rápido e ausência de febre, pense imediatamente nessa intoxicação. As demais alternativas misturam sinais de outros quadros alimentares ou toxinas diferentes. A banca costuma cobrar esse tipo de associação entre tempo de incubação, sintoma dominante e alimento incriminado, então vale decorar o trio: início rápido, vômito forte, sem febre.