A analista Paula está estimando o balanço futuro de criptoativos do MPU. Paula está se concentrando especificamente nos ativos em Bitcoin. Em sua estimativa, a analista deve ponderar sobre as características intrínsecas de emissão e circulação de bitcoins e os consequentes impactos futuros na operação dessa criptomoeda. Assim, Paula deve considerar o fato de a emissão de bitcoins ser:
- A)infinita, garantindo a segurança dos ativos quanto ao risco de escassez da moeda;
Errada, porque a emissão de Bitcoin não é infinita; ela é limitada por protocolo.
- B)infinita, o que, no futuro, irá baratear as taxas de transação, devido ao aumento da circulação da moeda;
Errada, porque a circulação maior não torna as taxas necessariamente mais baratas, e a emissão continua sendo limitada.
- C)infinita, gerando o risco de bolhas inflacionárias recorrentes, o que é mitigado pelo halving periódico nos mineradores;
Errada, porque a emissão não é infinita e o halving reduz a recompensa dos mineradores, não “mitiga bolhas inflacionárias recorrentes” como descrito.
- D)finita, o que, no futuro, inutilizará o uso de mineradores e abrirá espaço para a confirmação de transações sem gasto de energia;
Errada, porque a finitude da emissão não elimina os mineradores nem substitui a prova de trabalho por confirmação sem gasto de energia.
- E)finita, o que, no futuro, fará com que os mineradores dependam exclusivamente das taxas de transação para serem recompensados.
Certa, porque o Bitcoin tem emissão finita e, no longo prazo, os mineradores tendem a depender apenas das taxas de transação.
Gabarito: E
O Bitcoin foi desenhado com oferta máxima limitada, isto é, a emissão não é infinita. Há um teto de 21 milhões de unidades, definido no protocolo, o que faz da moeda um ativo escasso por construção. Essa limitação é uma das ideias centrais do projeto: em vez de “imprimir” bitcoins sem fim, a rede vai reduzindo a criação de novos blocos com o tempo.\n\nNa prática, quem valida transações e segura a rede são os mineradores, que recebem duas fontes de remuneração: a recompensa de bloco e as taxas pagas pelos usuários. Só que a recompensa de bloco vai caindo pela regra do halving, que ocorre periodicamente e reduz pela metade a quantidade de novos bitcoins distribuídos aos mineradores.\n\nCom isso, a tendência de longo prazo é que a emissão de novos bitcoins chegue ao limite e, depois disso, não haja mais criação de moedas novas. Nesse cenário, os mineradores passam a depender exclusivamente das taxas de transação para serem remunerados. É exatamente essa lógica que a alternativa E descreve.\n\nEsse desenho é compatível com a doutrina sobre criptomoedas descentralizadas: o protocolo de emissão é programado e previsível, sem autoridade central alterando a base monetária ao gosto do dia. No caso do Bitcoin, a escassez é uma característica econômica e técnica, não uma promessa de marketing.