As moedas virtuais já são realidade. Como exemplo, o governo brasileiro planeja lançar o DREX, que é o real, a moeda oficial brasileira, em formato digital. Assinale a opção que indica a característica fundamental das moedas virtuais.
- A)São emitidas e regulamentadas por governos.
Errada, porque moedas virtuais não são, em regra, emitidas e regulamentadas por governos, já que isso é mais próprio de moeda soberana digital ou de ativo oficial.
- B)Existem apenas se houver lastro no formato físico (notas e moedas).
Errada, porque elas não dependem de lastro físico em notas e moedas para existir, pois sua natureza é digital.
- C)Dependem de uma autoridade monetária (normalmente os bancos centrais) para existir.
Errada, porque a existência das moedas virtuais não exige, necessariamente, uma autoridade monetária central como banco central.
- D)Operam em uma rede descentralizada e utilizam criptografia para segurança.
Certa, porque a característica típica das moedas virtuais é operar em rede descentralizada e usar criptografia para garantir segurança nas transações.
- E)Podem ser rastreadas por terceiros sem qualquer nível de privacidade.
Errada, porque a rastreabilidade pode existir em algum nível, mas não é característica fundamental das moedas virtuais, e a afirmação generaliza demais.
Gabarito: D
Quando a banca fala em moedas virtuais, ela quer a ideia de ativos ou unidades digitais que circulam no ambiente eletrônico, sem depender do velho papel-moeda para existir. Em linhas gerais, o ponto central é que elas usam tecnologia de registro e proteção digital, geralmente com criptografia, e muitas operam em redes descentralizadas, isto é, sem um único controlador mandando em tudo. É por isso que a letra D está correta. A descentralização reduz a necessidade de uma autoridade central para validar cada transação, e a criptografia entra como mecanismo de segurança, autenticidade e integridade das operações. É o famoso combo: a rede faz o trabalho distribuído e a matemática cuida da proteção. Já o DREX é um caso à parte, porque ele é o real em versão digital, pensado como moeda digital de banco central, ou seja, uma CBDC. Nesse modelo, há emissão pelo Banco Central, então ele não se confunde com criptomoedas privadas típicas, que costumam ser descentralizadas. Por isso, a questão mistura os conceitos de propósito para ver se você escorrega. Em termos normativos, vale guardar a lógica regulatória do Banco Central e a distinção entre moeda oficial digitalizada e criptoativos privados. Para concurso, a regra prática é simples: moeda virtual, no sentido cobrado pela banca, costuma remeter a rede descentralizada + criptografia; já moeda estatal digital, como o DREX, segue outra lógica institucional.