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Conhecimentos Bancários · FGV · 2023

Questão comentada de Conhecimentos Bancários

É fundamental que o segurado faça declarações verdadeiras e completas, e não omita nada sobre as circunstâncias que envolvem o risco, objeto do seguro, principalmente sob pena de

Gabarito: C

No seguro, a boa-fé não é enfeite: ela é regra de jogo. O segurado deve informar corretamente tudo o que for relevante sobre o risco, porque a seguradora calcula se aceita o contrato e qual será o prêmio justamente com base nessas informações. Se a pessoa esconde algo importante ou presta declaração falsa, o contrato fica desequilibrado desde a origem. É por isso que o Código Civil, no art. 766, prevê que, se o segurado ou seu representante fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na fixação do prêmio, ele perde o direito à garantia, além de continuar responsável pelo prêmio vencido. Em linguagem de prova: mentiu ou omitiu o que importava, pode ficar sem cobertura. A questão cobra exatamente essa lógica. Como o enunciado fala em declarações verdadeiras e completas e em não omitir circunstâncias que envolvem o risco, a consequência jurídica correta é a perda do direito à indenização. Não é punição administrativa, nem multa, nem simples atraso no pagamento - é perda da cobertura securitária naquele cenário de má-fé ou omissão relevante. Em provas de banca, pense sempre assim: seguro vive de informação. Se a informação vem torta, a proteção pode desaparecer. É a típica cobrança de boa-fé objetiva aplicada ao contrato de seguro, com fundamento direto no art. 766 do Código Civil.

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