As opções de venda são bastante utilizadas para proteção de ativos. Assinale a opção que indica o risco para o investidor que vende uma opção de venda e não possui o ativo-objeto.
- A)O preço do ativo-objeto da opção cair.
Certa, porque quem vende uma put sem ter o ativo fica exposto à queda do preço do ativo-objeto, que aumenta a chance de exercício da opção.
- B)O preço da opção de compra do mesmo ativo subir.
Errada, porque a alta da call do mesmo ativo afeta outra posição, mas não é o risco principal de quem está vendido em put descoberto.
- C)Não há risco, pois a opção de venda protege o investidor.
Errada, porque a venda de put não protege o vendedor; ao contrário, ela gera uma obrigação que pode gerar prejuízo.
- D)A volatilidade implícita extraída da opção aumentar.
Errada, porque volatilidade implícita pode afetar o preço da opção, mas o risco típico pedido aqui é a queda do ativo-objeto.
- E)A taxa de juros básica da economia subir.
Errada, porque variação na taxa de juros pode alterar o valor da opção, mas não é o risco central cobrado pela questão.
Gabarito: A
A opção de venda, ou put, dá ao comprador o direito de vender o ativo por um preço definido no contrato, chamado strike. Quem vende essa opção assume a obrigação de comprar o ativo, se o titular resolver exercer o direito. Quando essa venda é feita sem possuir o ativo-objeto, a posição fica conhecida como venda a descoberto de put, e o risco cresce bastante. O ponto central é simples: se o preço do ativo cair muito, o comprador da opção tende a exercer o direito de vender ao preço combinado, que pode estar acima do mercado. Aí o vendedor da put pode ser obrigado a comprar caro um ativo que vale menos na bolsa. Em outras palavras: quanto mais o ativo despenca, mais dor de cabeça para quem ficou vendido sem cobertura. O mercado de derivativos adora esse tipo de pegadinha. Por isso, o gabarito é a letra A. A queda do preço do ativo-objeto é exatamente o risco para o investidor que vende uma opção de venda sem ter o ativo em carteira. Se o ativo cair, a chance de exercício aumenta e o prejuízo potencial também. Esse raciocínio é básico em opções: a posição vendida em put perde quando o ativo-objeto cai. Em linguagem de prova, não há uma lei específica para esse ponto operacional, mas o fundamento vem da lógica contratual e da mecânica dos derivativos: o vendedor da opção assume uma obrigação contingente. Em mercados organizados, isso é tratado pela regulação da B3 e pela sistemática de garantias, justamente para cobrir esse risco de exercício.