Novatos no mercado de seguros talvez ainda não compreendam que, ao vender seguros, o pior argumento é o valor do prêmio, porque se trata de uma venda em que o conceito fundamental é a oferta de
- A)ascensão social, por meio de serviços financeiros que promovam mudança de perfil de consumo.
Errada, porque seguro não é instrumento de ascensão social nem de mudança de perfil de consumo.
- B)bem-estar social, obtido por obtenção de financiamento a longo prazo.
Errada, pois financiamento de longo prazo é ideia de crédito, não de seguro.
- C)tranquilidade, por meio da proteção de patrimônio, responsabilidades e vidas.
Certa, porque o seguro entrega tranquilidade ao proteger patrimônio, responsabilidades e vidas contra riscos.
- D)segurança, por meio da aquisição de produtos e serviços.
Errada, porque “segurança” é muito genérico e não captura o núcleo do seguro, que é proteção contra riscos e a consequente tranquilidade.
- E)aumento de patrimônio, por meio de garantia de indenização.
Errada, porque seguro não tem como finalidade principal aumentar patrimônio, e sim indenizar perdas ou responder a eventos danosos.
Gabarito: C
Em seguros, o cliente não compra apenas um papel com cláusulas e prêmio mensal. Ele compra uma ideia de proteção para momentos em que a vida aperta: sinistro, perda, dano, doença, morte ou responsabilidade por prejuízos a terceiros. Por isso, vender seguro pelo preço do prêmio costuma ser o pior caminho, porque o valor central do produto não é o desembolso, e sim o que ele entrega em troca: tranquilidade. Essa lógica aparece na própria natureza do contrato de seguro no Código Civil, que trata do seguro como instrumento de garantia contra riscos predeterminados, mediante pagamento do prêmio. A doutrina de mercado também resume bem isso: seguro é produto de proteção e gestão de risco, não de ganho patrimonial. Se o discurso fica só no “quanto custa”, você tira o foco do verdadeiro benefício. A alternativa correta é a C porque traduz exatamente essa visão: o seguro oferece tranquilidade por meio da proteção de patrimônio, responsabilidades e vidas. É isso que convence o cliente no mundo real. Ninguém acorda dizendo “hoje vou comprar um prêmio caro”; a pessoa quer dormir mais calma sabendo que um evento ruim não vai virar tragédia financeira. As outras alternativas misturam conceitos de banco, crédito, investimento e até marketing de consumo, mas não descrevem o propósito do seguro. Em prova da FGV, fique atento a isso: ela gosta de cobrar o conceito econômico do produto, não só a definição seca de lei.