Sinistro é uma ocorrência de um evento indesejável, que tenha cobertura no seguro contratado e esteja especificado na apólice. Todos os tipos de sinistros devem ter origem em um evento
- A)não aleatório, voluntário ou previsto.
Errada, porque um sinistro não pode nascer de evento não aleatório, voluntário ou previsto, já que isso descaracteriza o risco segurável.
- B)súbito, involuntário e imprevisto.
Certa, pois o sinistro decorre de evento súbito, involuntário e imprevisto, que é a formulação clássica cobrada em seguros.
- C)catastrófico, involuntário e previsível.
Errada, porque o fato ser catastrófico ou previsível não define sinistro e ainda contraria a lógica de incerteza do seguro.
- D)natural, súbito e voluntário.
Errada, porque evento voluntário não gera sinistro indenizável e a ideia de natural não substitui os requisitos de imprevisibilidade e involuntariedade.
- E)aleatório, previsível e ocorrido.
Errada, porque evento previsível não atende ao caráter aleatório do sinistro e "ocorrido" é genérico demais para definir a natureza segurável.
Gabarito: B
Em seguros, sinistro é a concretização do risco segurado: acontece o evento coberto pela apólice e nasce, em regra, o dever de indenizar. A ideia central é simples: não basta existir um problema qualquer, ele precisa ser um fato enquadrado na cobertura contratada. Se o evento não estiver previsto na apólice, não há sinistro indenizável nos termos do contrato. Para a doutrina securitária, o sinistro precisa decorrer de um evento súbito, involuntário e imprevisto. Isso faz sentido porque o seguro existe justamente para proteger contra ocorrências incertas, fora do controle do segurado, e não para cobrir fatos desejados, programados ou inevitáveis. Em outras palavras, seguro não é loteria com crachá. Por isso, a alternativa B está correta: ela reúne os três traços clássicos do evento gerador do sinistro - súbito, involuntário e imprevisto. Esses elementos traduzem a natureza aleatória do risco segurado e ajudam a diferenciar sinistro de mera escolha, planejamento ou situação previamente conhecida. Na prática, a banca gosta de trocar esses conceitos por palavras parecidas. Mas em seguro, o ponto-chave é este: o evento coberto deve ser inesperado e não provocado intencionalmente pelo segurado, senão a lógica do contrato desaparece.