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Conhecimentos Bancários · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Conhecimentos Bancários

Considere uma pequena economia aberta com câmbio flutuante, plena mobilidade de capitais e política monetária com controle quantitativo da oferta de moeda. Nessa situação,

Gabarito: B

Em uma pequena economia aberta, com câmbio flutuante e perfeita mobilidade de capitais, a lógica é bem direta: a taxa de câmbio passa a absorver boa parte dos choques da política econômica. Se o governo faz expansão fiscal, a renda até pode tentar subir no curto prazo, mas isso aumenta a demanda por moeda, pressiona juros e atrai capitais, o que tende a valorizar a moeda doméstica. Com a moeda mais forte, as exportações ficam menos competitivas e as importações ficam mais baratas. É aí que entra o ponto central da questão: a expansão fiscal acaba sendo neutralizada pela queda das exportações líquidas. Em outras palavras, o impulso inicial do gasto público é compensado pela piora do saldo comercial, então o efeito final sobre o nível de atividade pode desaparecer ou ficar muito reduzido. Esse é o resultado clássico do modelo Mundell-Fleming para câmbio flutuante com alta mobilidade de capitais. Já a política monetária, nesse cenário, costuma ser a mais poderosa, porque a expansão monetária tende a desvalorizar a moeda e estimular as exportações líquidas. Por isso, a alternativa que diz que a expansão monetária é ineficaz está invertida. E a ideia de que o câmbio é determinado só pelo mercado monetário também simplifica demais: ele depende do equilíbrio entre mercado de bens, mercado monetário e fluxo internacional de capitais. Portanto, o gabarito é a letra B, porque a expansão fiscal não fica “sozinha no palco”: ela é compensada pela valorização cambial e pela queda das exportações líquidas. Esse raciocínio é o padrão doutrinário do modelo IS-LM-BP/Mundell-Fleming, muito cobrado em economia aberta.

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