A indústria bancária internacional vem passando por profundas modificações: além da ampliação das empresas financeiras de tecnologia fintechs no mercado de banking, observam-se importantes mudanças no mercado bancário promovidas pelos principais reguladores globais. Nesse contexto, o open banking (sistema financeiro aberto, em tradução livre)
- A)está restrito aos bancos de varejo.
Errada, porque o open banking não se limita a bancos de varejo, podendo envolver diversas instituições e serviços do sistema financeiro.
- B)busca reduzir o custo financeiro do dinheiro (spread) por meio dos ganhos relacionados à economia de escala e de escopo.
Errada, porque a redução de spread pode até ser um efeito esperado da maior concorrência, mas não define o conceito de open banking.
- C)torna o compartilhamento de dados de clientes parte central do modelo de negócios.
Certa, porque o compartilhamento autorizado de dados do cliente é o núcleo do open banking e viabiliza serviços integrados e personalizados.
- D)não envolve transações relacionadas a pagamentos bancários.
Errada, porque o open banking também alcança iniciação de pagamentos e integração com serviços de pagamento, não ficando restrito a dados passivos.
- E)reduz o risco de ataques cibernéticos.
Errada, porque a abertura de dados não reduz por si só o risco cibernético; na verdade, exige fortes mecanismos de segurança e governança.
Gabarito: C
O open banking, também chamado de sistema financeiro aberto, é uma mudança grande na lógica tradicional dos bancos: o cliente passa a ter mais controle sobre seus próprios dados financeiros e pode autorizar o compartilhamento dessas informações entre instituições diferentes. Em vez de cada banco guardar o cliente no seu “mundo fechado”, o sistema cria interoperabilidade e competição, permitindo que novos serviços sejam oferecidos com base nesses dados. Na prática, o centro do modelo deixa de ser apenas a conta bancária em si e passa a ser a experiência do cliente, com portabilidade de informações, comparação de ofertas e serviços mais personalizados. Por isso, o compartilhamento de dados não é um detalhe acessório: ele é o coração do open banking. É essa lógica que impulsiona inovação, concorrência e, em tese, melhores condições para o consumidor. A base regulatória desse movimento, em linhas gerais, aparece em iniciativas de autoridades como o Banco Central, no Brasil, e em tendências internacionais voltadas à abertura do sistema financeiro e ao consentimento do usuário para o uso de dados. O importante para a prova é lembrar: open banking não é só tecnologia bonita, é um novo arranjo de mercado em que dados circulam com autorização do cliente. Assim, o gabarito está na alternativa C porque ela descreve exatamente essa ideia: o compartilhamento de dados de clientes é parte central do modelo de negócios. Sem isso, não há open banking de verdade, só um banco com nome moderno.