A gestão integrada de riscos, também conhecida internacionalmente como Enterprise Risk Management (ERM), é elemento fundamental para o fortalecimento da governança corporativa ao apoiar o processo de decisão no alcance dos objetivos da organização, pois permite aos tomadores de decisão que identifiquem as ações necessárias para mitigar, transferir ou aceitar os riscos. O risco de atividade bancária se insere no conjunto de riscos que podem impactar o sistema monetário. Dentre os riscos associados encontram-se: de crédito, de mercado, operacional, sistêmico e de liquidez. O risco de mercado é
- A)relacionado às perdas do não pagamento de devedores.
Errada, porque descreve risco de crédito, relacionado ao não pagamento de devedores.
- B)associado ao risco de desvalorização de carteira em função da variação de preço dos ativos.
Certa, pois risco de mercado é a possibilidade de perdas pela variação dos preços dos ativos e de outros fatores de mercado.
- C)eliminado apenas com a diversificação da carteira de investimentos.
Errada, porque a diversificação pode reduzir alguns riscos, mas não elimina completamente o risco de mercado.
- D)definido como o risco de uma instituição não conseguir honrar os pagamentos decorrentes da emissão de títulos, depósitos ou qualquer outra obrigação contratual ou compromisso financeiro assumido com os investidores.
Errada, pois essa é a definição de risco de liquidez, ligado à incapacidade de honrar obrigações financeiras no vencimento.
- E)controlado com a utilização das reservas internacionais.
Errada, porque reservas internacionais não controlam risco de mercado; elas se relacionam a políticas macroeconômicas e cambiais, não à desvalorização de carteiras.
Gabarito: B
Quando falamos em risco de mercado, pense no sobe e desce dos preços que pode mexer com o valor de uma carteira. Se você comprou ações, títulos, derivativos ou outros ativos e o mercado vira a direção, o valor desses papéis pode cair, mesmo sem qualquer problema de inadimplência do emissor. Ou seja, o risco está ligado à variação de preço, taxa de juros, câmbio e outros fatores de mercado. Esse risco é diferente do risco de crédito, que aparece quando o devedor não paga. Também não se confunde com risco de liquidez, que é a dificuldade de transformar um ativo em dinheiro ou de honrar obrigações no prazo. Cada um tem sua própria “personalidade” no mundo bancário, e a banca gosta justamente de misturar essas roupas no varal. Por isso, o gabarito é a letra B: risco de mercado é associado à desvalorização da carteira em função da variação de preço dos ativos. Essa é a definição clássica usada na doutrina financeira e na regulação prudencial. No Brasil, o tema é tratado pelo Banco Central e pelas normas de gestão de riscos das instituições financeiras, sempre com foco na exposição a oscilações de mercado. Em resumo: se o problema é o preço do ativo variando, estamos diante de risco de mercado. Se o problema é o não pagamento, é crédito. Se for falta de caixa para cumprir obrigações, é liquidez. A prova adora trocar essas peças para ver se você está atento.