O blockchain é uma tecnologia de registro distribuído que facilita o armazenamento, a validação e o rastreamento de informações em um “livro contábil” eletrônico. A tecnologia do blockchain é caracterizada por registros
- A)centralizados e privados
Errada, porque blockchain não é centralizado; sua lógica é distribuída entre os participantes da rede.
- B)acessíveis a não membros da rede autorizada
Errada, porque a acessibilidade depende do tipo de rede, e não é uma característica geral dizer que qualquer não membro autorizado pode acessar.
- C)mutáveis e reversíveis
Errada, porque a imutabilidade é uma das marcas do blockchain, então os registros não são pensados para serem reversíveis.
- D)ocultos aos demais membros da rede autorizada
Errada, porque a informação não fica oculta para os demais membros autorizados da rede; ela precisa ser validada e rastreável.
- E)cronológicos, imutáveis e transparentes
Certa, porque o blockchain organiza os dados em sequência temporal e busca garantir imutabilidade e transparência dos registros.
Gabarito: E
O blockchain funciona como um livro-razão digital compartilhado entre vários participantes da rede. Em vez de um único servidor mandar em tudo, os registros ficam distribuídos e são validados por consenso, o que aumenta a confiança no sistema. A ideia central é que as informações são organizadas em blocos, ligados em ordem cronológica. Depois que um bloco é confirmado e entra na cadeia, ele não é facilmente alterado, porque qualquer mudança quebraria a ligação com os blocos anteriores e seria percebida pela rede. Por isso, a característica clássica do blockchain é reunir registros cronológicos, imutáveis e transparentes, especialmente em redes autorizadas em que os participantes conseguem auditar as transações. Essa transparência não significa necessariamente exposição pública irrestrita, mas sim rastreabilidade e conferência pelos integrantes autorizados. É exatamente por isso que o gabarito é a letra E: o blockchain valoriza a sequência temporal dos registros, a dificuldade de alteração posterior e a possibilidade de auditoria. Em provas, a banca costuma explorar essa tríade para diferenciar blockchain de sistemas centralizados e facilmente editáveis.