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Auditoria · GUALIMP · 2021

Questão comentada de Auditoria

É comum que empresas abandonem obras por consequência de orçamentos mal elaborados. Durante o andamento da obra, encontram-se no caminho itens não previsto nos cálculos, interferências não observadas, obrigações que foram despercebidas na leitura dos editais e itens de projeto que não tiveram seus custos incluídos. É de grande responsabilidade do profissional a preparação correta desse orçamento. Assim, desde o início da obra é possível saber os custos e resultados que serão obtidos ao término. Cabe ao engenheiro de custos, ao iniciar o cálculo do orçamento de uma obra ou a elaboração do custo de um projeto em licitação, considerar os seguintes pontos, EXCETO:

Gabarito: D

Em orçamento de obras públicas, o engenheiro de custos não pode trabalhar no modo “chute elegante”. Ele precisa ler edital, contrato, projeto, especificações técnicas e, quando cabível, visitar o local para enxergar interferências, acessos, condições do terreno e demais detalhes que pesam no custo real da obra. A lógica é simples: orçamento sério nasce de informações completas, não de média apressada nem de fórmula mágica. Na licitação, principalmente em obras, o orçamento deve refletir o objeto com o maior grau possível de precisão. Isso evita propostas inexequíveis, aditivos desnecessários e a famosa obra que para no meio do caminho porque alguém esqueceu de colocar um item importante na conta. A Lei 14.133/2021 reforça a necessidade de planejamento, definição adequada do objeto e elaboração de orçamento estimado compatível com o mercado. O gabarito é a letra D porque ela traz uma postura errada e simplificadora demais. Não basta fazer média de custo por metro quadrado, porque cada obra tem peculiaridades próprias, como relevo, fundação, acesso, logística, interferências e obrigações contratuais. Além disso, a visita técnica não é um capricho: quando necessária, ela ajuda a identificar condições locais que alteram o custo e a viabilidade da proposta. Em resumo: orçamento de obra pública exige análise completa e cuidado técnico. Se a empresa ignora documentos, visita o local quando precisa e faz conta “no olho”, o resultado costuma ser exatamente o que o enunciado descreve: obra mal orçada e problema na certa.

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