Em relação à execução da auditoria em entidades públicas, a ISSAI 100 apresenta orientações para sua realização, visando a eficiência e embasamento das conclusões obtidas. Nesse contexto, avalie as alternativas a seguir e assinale a INCORRETA:
- A)As decisões do auditor sobre a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria irão impactar na evidência de auditoria a ser obtida.
Correta, porque a natureza, a época e a extensão dos procedimentos influenciam o tipo e a qualidade da evidência de auditoria obtida.
- B)A escolha dos procedimentos dependerá da avaliação de risco ou análise de problema.
Correta, porque a seleção dos procedimentos deve considerar a avaliação de riscos ou a análise do problema a ser examinado.
- C)Evidência de auditoria é qualquer informação utilizada pelo auditor para comprovar que o objeto está ou não em conformidade com os critérios aplicáveis.
Correta, pois evidência de auditoria é a informação utilizada pelo auditor para sustentar sua conclusão sobre conformidade ou não conformidade com os critérios.
- D)Os métodos de obtenção de evidência de auditoria podem incluir inspeção, observação, indagação, confirmação, recálculo, reexecução, procedimentos analíticos e/ou outras técnicas de pesquisa.
Correta, porque esses são métodos clássicos e aceitos de obtenção de evidência em auditoria.
- E)O auditor deve respeitar todos os requisitos relacionados à confidencialidade, exceto em casos específicos em que não seja possível seguir os requisitos estabelecidos relativos à confidencialidade.
Errada, porque a confidencialidade deve ser respeitada, com divulgação apenas nas hipóteses legal ou formalmente admitidas, e não como exceção genérica.
Gabarito: E
A ISSAI 100 trata dos princípios fundamentais de auditoria no setor público e deixa claro que a execução dos trabalhos deve ser planejada com base em risco, problema e no tipo de evidência necessária. Em auditoria, a decisão sobre natureza, época e extensão dos procedimentos afeta diretamente a qualidade e a suficiência da evidência obtida. Por isso, alternativas como inspeção, observação, indagação, confirmação, recálculo, reexecução e procedimentos analíticos aparecem como técnicas clássicas de coleta de evidências. O ponto central aqui é a evidência de auditoria: ela é toda informação usada pelo auditor para formar sua conclusão sobre o objeto auditado. A lógica é bem simples: quanto melhor a evidência, mais firme fica a conclusão. Se a evidência é fraca, o relatório fica “mole”, e auditoria não gosta de relatório molenga. A alternativa E está incorreta porque inverte a regra da confidencialidade. A ISSAI 100 exige que o auditor respeite a confidencialidade das informações obtidas no trabalho, salvo quando houver dever legal, autorização competente ou outra exigência formal de divulgação. Não existe essa ideia genérica de ignorar a confidencialidade “quando não for possível” seguir os requisitos, porque a regra é preservar o sigilo e só romper isso nas hipóteses admitidas. Em outras palavras: o auditor público não pode tratar informação sensível como se fosse conversa de corredor. A confidencialidade é um dever ético e profissional, compatível com a transparência pública, mas sempre dentro dos limites legais.