Um dos preceitos das Normas Internacionais Para a Prática Profissional de Auditoria Interna exige dos auditores uma atitude mental imparcial que lhes permita executar os trabalhos da auditoria de maneira a confiarem no resultado de seu trabalho e que não seja feito nenhum comprometimento da qualidade. Esse preceito normativo refere-se à (ao):
- A)Independência.
Independência é importante na auditoria interna, mas o enunciado destaca a atitude mental imparcial do auditor, o que aponta mais diretamente para objetividade.
- B)Objetividade.
Correta, porque a objetividade exige julgamento imparcial e isento, permitindo que o auditor confie no resultado do seu trabalho sem comprometer a qualidade.
- C)Probidade.
Probidade se relaciona a retidão e honestidade, mas não é o termo técnico usado pelas normas para a imparcialidade no exercício da auditoria.
- D)Legitimidade.
Legitimidade não é preceito normativo típico da auditoria interna nesse contexto e não traduz a ideia de imparcialidade exigida.
- E)Confiabilidade.
Confiabilidade é um resultado esperado do trabalho de auditoria, mas não nomeia o preceito de atitude mental imparcial cobrado pela questão.
Gabarito: B
A questão cobra um conceito clássico das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna: a objetividade. Esse preceito exige que o auditor interno atue com atitude mental imparcial, sem deixar interesses pessoais, pressões ou vínculos contaminarem seu julgamento. Em outras palavras, ele precisa olhar os fatos com cabeça fria, porque auditoria boa não combina com “achismo” nem com torcida organizada. A objetividade é justamente a base para que o trabalho seja confiável e a qualidade não seja comprometida. O auditor interno deve avaliar evidências com imparcialidade, formar conclusões sustentadas e reportar o que encontrou com honestidade técnica. Isso aparece no IPPF do IIA, especialmente nas normas de atributos, que tratam de independência e objetividade como pilares do exercício da auditoria interna. Por isso, o gabarito é a letra B. A descrição do enunciado fala de atitude mental imparcial e da necessidade de confiar no resultado do trabalho, o que traduz a ideia de objetividade. Independência é próxima, mas não é a melhor resposta aqui, porque o foco está no julgamento imparcial do auditor, e não apenas na ausência de vínculo hierárquico ou influência organizacional.