O processo conduzido pela estrutura de governança, administração e outros profissionais da entidade, e desenvolvido para proporcionar segurança razoável com respeito à realização dos objetivos relacionados a operações, divulgação e conformidade, é denominado
- A)Gestão de riscos.
Gestão de riscos é mais ampla e trata da identificação e resposta aos riscos, não da definição textual dada no enunciado.
- B)Controle Interno.
Correta, porque descreve o processo conduzido pela governança e administração para dar segurança razoável quanto aos objetivos de operações, divulgação e conformidade.
- C)Monitoramento.
Monitoramento é apenas uma das componentes ou atividades do controle interno, e não o conceito total descrito na questão.
- D)PDCA.
PDCA é uma metodologia de gestão e melhoria contínua, mas não corresponde à definição de controle interno cobrada pela banca.
- E)Matriz de realizações.
Matriz de realizações não é conceito técnico aplicável aqui e não tem relação com a definição trazida no enunciado.
Gabarito: B
Aqui a FGV está cobrando a definição clássica de controle interno. O controle interno é um processo, conduzido pela estrutura de governança, pela administração e por outros profissionais da entidade, pensado para dar segurança razoável de que os objetivos da organização serão alcançados. Esses objetivos, na linguagem do modelo COSO, se dividem em operações, divulgação e conformidade. Ou seja, não se trata de um setor isolado nem de um relatório bonito na parede: é um conjunto de ações integradas no dia a dia da entidade. Perceba o detalhe que mata a questão: a banca praticamente reproduziu a ideia do COSO, muito usada em auditoria, especialmente na estrutura de controle interno. Quando o enunciado fala em processo conduzido pela governança e administração para oferecer segurança razoável, ele está descrevendo controle interno, não gestão de riscos. Gestão de riscos é um conceito mais amplo, voltado a identificar, avaliar e responder a riscos, enquanto o controle interno é um dos mecanismos usados para lidar com esses riscos. Também vale lembrar que segurança razoável não é garantia absoluta. Em auditoria, sempre existe limitação humana, erro, conluio e até fraude sofisticada. Por isso, o controle interno ajuda muito, mas não faz milagre. A prova adora trocar os conceitos para ver se você confunde gestão de riscos com controle interno, ou monitoramento com o sistema inteiro. Então, o gabarito é a letra B porque a descrição do enunciado corresponde exatamente ao conceito de controle interno, conforme a doutrina consagrada e as referências do COSO.