Qualquer pessoa, deliberada ou inadvertidamente, pode cometer erros. Entretanto, é provável que os erros sejam descobertos se a realização de um procedimento ou de uma transação for compartilhada entre duas ou mais pessoas. Esse texto se relaciona a um princípio motivador da importância do controle interno nas organizações, que é o(a):
- A)controle de acesso a recursos e registros;
Errada, porque controle de acesso trata de proteger recursos e registros, mas não é a ideia central do texto.
- B)definição de rotinas internas;
Errada, porque definição de rotinas internas organiza o trabalho, mas não corresponde ao princípio de dividir a tarefa para detectar erros.
- C)fixação de responsabilidades;
Errada, porque fixação de responsabilidades ajuda na organização, porém o enunciado destaca conferência cruzada entre pessoas diferentes.
- D)mapeamento de processos;
Errada, porque mapeamento de processos é ferramenta de gestão, mas não é o princípio de controle interno descrito.
- E)segregação de funções.
Certa, porque a segregação de funções reduz erros e fraudes ao dividir a execução, revisão e aprovação entre pessoas diferentes.
Gabarito: E
O texto descreve uma ideia clássica de controle interno: quando uma atividade não fica concentrada em uma única pessoa, fica mais fácil perceber erros e até fraudes. Em outras palavras, se alguém inicia uma transação, outra confere, e uma terceira registra ou autoriza, o risco de passar um erro batido cai bastante. Isso é bom porque ninguém é perfeito, e o controle interno existe justamente para reduzir essas falhas do dia a dia. Esse raciocínio é o coração da segregação de funções. A lógica é simples: quem faz não deve ser, ao mesmo tempo, quem aprova e quem confere tudo sozinho. Quando as tarefas são divididas entre pessoas diferentes, uma serve de freio e fiscalização da outra. É aquele velho ditado de concurso em versão contábil: olho em cima de olho enxerga mais. Por isso, o gabarito é a letra E. A segregação de funções é um princípio básico dos controles internos e aparece em doutrina e em modelos clássicos de governança e auditoria como forma de evitar erros, omissões e fraudes. Na prática, ela também ajuda a criar trilha de conferência, responsabilidade distribuída e revisão cruzada. As outras alternativas trazem ideias importantes de controle interno, mas não são o foco do enunciado. Aqui, o texto não fala de cadastro, rotina formal ou desenho de processo, e sim da vantagem de dividir a execução entre duas ou mais pessoas para aumentar a chance de detecção de erro.