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Auditoria · FGV · 2024

Questão comentada de Auditoria

Qualquer pessoa, deliberada ou inadvertidamente, pode cometer erros. Entretanto, é provável que os erros sejam descobertos se a realização de um procedimento ou de uma transação for compartilhada entre duas ou mais pessoas. Esse texto se relaciona a um princípio motivador da importância do controle interno nas organizações, que é o(a):

Gabarito: E

O texto descreve uma ideia clássica de controle interno: quando uma atividade não fica concentrada em uma única pessoa, fica mais fácil perceber erros e até fraudes. Em outras palavras, se alguém inicia uma transação, outra confere, e uma terceira registra ou autoriza, o risco de passar um erro batido cai bastante. Isso é bom porque ninguém é perfeito, e o controle interno existe justamente para reduzir essas falhas do dia a dia. Esse raciocínio é o coração da segregação de funções. A lógica é simples: quem faz não deve ser, ao mesmo tempo, quem aprova e quem confere tudo sozinho. Quando as tarefas são divididas entre pessoas diferentes, uma serve de freio e fiscalização da outra. É aquele velho ditado de concurso em versão contábil: olho em cima de olho enxerga mais. Por isso, o gabarito é a letra E. A segregação de funções é um princípio básico dos controles internos e aparece em doutrina e em modelos clássicos de governança e auditoria como forma de evitar erros, omissões e fraudes. Na prática, ela também ajuda a criar trilha de conferência, responsabilidade distribuída e revisão cruzada. As outras alternativas trazem ideias importantes de controle interno, mas não são o foco do enunciado. Aqui, o texto não fala de cadastro, rotina formal ou desenho de processo, e sim da vantagem de dividir a execução entre duas ou mais pessoas para aumentar a chance de detecção de erro.

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