Avalie se os riscos não resultantes da amostragem, incluem: I. uso de procedimentos de auditoria não apropriados. II. interpretação errônea da evidência de auditoria. III. não reconhecimento de uma distorção ou de um desvio. Está correto o que se indica em
- A)I, somente.
Errada, porque o risco não amostral não se limita ao uso de procedimentos inadequados; os itens II e III também entram nessa categoria.
- B)I e II, somente.
Errada, porque além do uso de procedimentos não apropriados, a interpretação errônea da evidência também é risco não resultante da amostragem.
- C)I e III, somente.
Errada, porque o não reconhecimento de distorção ou desvio também é um exemplo típico de risco não amostral.
- D)II e III, somente.
Errada, porque o item I também integra os riscos não resultantes da amostragem.
- E)I, II e III.
Certa, porque os três itens descrevem falhas que independem da amostra e decorrem de procedimento, interpretação ou reconhecimento inadequado da evidência.
Gabarito: E
Em auditoria, os riscos não resultantes da amostragem são aqueles que podem acontecer mesmo quando voce examina a população inteira, ou quando escolhe bem a amostra. Ou seja: o problema não está na sorte estatística, mas no jeito como o trabalho de auditoria é planejado, executado e interpretado. É o famoso: "não basta escolher a amostra certa se voce analisar errado o que encontrou". A literatura de auditoria, alinhada às normas profissionais, trata como riscos não amostrais justamente falhas como usar procedimentos inadequados, interpretar de forma errada a evidência obtida e deixar de reconhecer uma distorção ou um desvio. Perceba que esses erros decorrem da execução humana e técnica do teste, e não do fato de a amostra ser pequena ou representativa. No item I, o uso de procedimentos de auditoria não apropriados é um risco clássico não amostral. Se o teste escolhido não serve para o objetivo, a conclusão fica comprometida, mesmo que a amostra seja boa. No item II, interpretar erradamente a evidência também é risco não amostral, porque a evidência até pode existir, mas a leitura feita pelo auditor está errada. No item III, não reconhecer uma distorção ou um desvio igualmente entra nessa categoria, pois o problema está na identificação e avaliação do achado. Por isso, o gabarito é a letra E: I, II e III. Em termos de doutrina e normas de auditoria, a distinção é bem objetiva: risco de amostragem é o erro ligado a selecionar apenas parte da população; risco não amostral é todo o restante, principalmente falhas de planejamento, execução, interpretação e julgamento do auditor.