De acordo com a NBC TA 500 (R1) – Evidência de Auditoria, ao estabelecer e executar procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar as seguintes características das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria, incluindo informações obtidas de fonte de informações externa:
- A)relevância e confiabilidade.
Correta, porque a NBC TA 500 (R1) exige que o auditor considere a relevancia e a confiabilidade das informacoes usadas como evidencia.
- B)verificabilidade e relevância.
Incorreta, pois verificabilidade nao substitui a confiabilidade como caracteristica central prevista na norma.
- C)tempestividade e verificabilidade.
Incorreta, porque tempestividade nao e o par indicado pela NBC TA 500 (R1) para caracterizar evidencia de auditoria.
- D)compreensibilidade e oportunidade.
Incorreta, pois compreensibilidade e oportunidade nao sao as caracteristicas exigidas pela norma nesse ponto.
- E)tempestividade e compreensibilidade.
Incorreta, porque tempestividade e compreensibilidade nao correspondem ao criterio normativo cobrado.
Gabarito: A
A NBC TA 500 (R1) trata de evidencia de auditoria, isto e, os elementos que sustentam a opiniao do auditor. Quando a norma diz que voce deve considerar as caracteristicas das informacoes usadas como evidencia, ela aponta duas ideias centrais: relevancia e confiabilidade. Em termos simples, nao basta a informacao existir; ela precisa ajudar a responder ao objetivo da auditoria e, ao mesmo tempo, merecer credibilidade. A relevancia tem a ver com a relacao da informacao com o que esta sendo testado. Se o procedimento busca confirmar a existencia de um saldo, uma informacao que nao conversa com esse saldo pouco ajuda. Ja a confiabilidade olha para a qualidade da fonte e da obtencao da informacao: quanto mais segura, objetiva e independente a origem, maior a forca da evidencia. A propria NBC TA 500 (R1) destaca que o auditor deve considerar relevancia e confiabilidade, inclusive quando a informacao vem de fonte externa. Isso e importante porque nem toda informacao externa e automaticamente boa, e nem toda informacao interna e automaticamente ruim. O auditor precisa julgar caso a caso, sem cair no modo 'achou no papel, acreditou'. Por isso, o gabarito e a alternativa A. As demais opcoes misturam atributos que podem ate ser uteis em outros contextos, mas nao sao o par pedido pela norma como caracteristicas principais das informacoes usadas como evidencia de auditoria.