Nos trabalhos de auditoria é comum que se recorra a estratégias de amostragem para garantir maior eficiência e agilidade no trabalho, sem comprometer o resultado. Ao optar pela amostragem aleatória estratificada, o auditor deve considerar que:
- A)as estatísticas estimadas dependerão do tamanho da amostra;
Errada, porque o tamanho da amostra influencia a precisão, mas não define sozinho a lógica da combinação das estimativas na amostragem estratificada.
- B)a população deve ser subdividida em subgrupos não exaustivos;
Errada, porque os estratos devem ser mutuamente exclusivos e cobrir a população, e não apenas subgrupos não exaustivos.
- C)os estratos devem possuir intersecção para aumentar a confiabilidade da estimação;
Errada, porque os estratos não devem se sobrepor; a estratificação funciona justamente com separação clara entre os grupos.
- D)a estratificação perde utilidade se os custos da auditoria forem diferentes para cada estrato;
Errada, porque a estratificação continua útil mesmo com custos diferentes por estrato, já que pode até ajudar a controlar o esforço da auditoria.
- E)a combinação das estimativas de cada estrato resulta em uma estimação para toda a população.
Certa, porque a estimativa de cada estrato é combinada para produzir uma estimativa global da população.
Gabarito: E
Na amostragem aleatória estratificada, a população é dividida em estratos homogêneos, isto é, subgrupos mais parecidos entre si do que a população inteira. Depois disso, o auditor sorteia elementos dentro de cada estrato, o que ajuda a aumentar a precisão da estimativa e a deixar a análise mais eficiente. É aquele truque inteligente da auditoria: em vez de olhar tudo no mesmo balde, você separa por tipo para enxergar melhor o conjunto. O ponto central é que cada estrato gera sua própria estimativa, e depois essas estimativas são combinadas para formar uma conclusão sobre a população como um todo. Por isso, o gabarito está correto: na estratificação, o resultado final não nasce de um único pedaço isolado, mas da soma ponderada das partes, refletindo o todo. Esse raciocínio está alinhado com a lógica dos procedimentos de amostragem prevista nas normas de auditoria, como a NBC TA 530, que trata de amostragem em auditoria e da avaliação dos resultados da amostra. A ideia é justamente permitir que o auditor alcance evidência suficiente e apropriada com maior eficiência. Em resumo: estratificar é separar para melhorar a estimativa, não para fragmentar a conclusão. Você olha os estratos individualmente, mas o objetivo final continua sendo a opinião sobre toda a população.