Tanto nas organizações privadas quanto nas públicas, o gerenciamento de riscos possibilita aos administradores tratar com eficácia as incertezas, os riscos e as oportunidades a elas associados, de forma a aprimorar a capacidade de geração de valor (COSO ERM). O COSO ERM afirma que o gerenciamento de riscos corporativos requer o comprometimento da alta administração e a adoção de procedimentos alinhados à estratégia organizacional, dos quais o primeiro a ser considerado refere-se à:
- A)avaliação dos impactos dos riscos aceitáveis;
Errada, porque avaliar impactos só faz sentido depois de definido o nível de risco aceitável pela organização.
- B)definição do apetite a risco da organização;
Certa, pois o primeiro passo do COSO ERM é definir o apetite a risco, que orienta toda a gestão de riscos.
- C)elaboração de escalas de probabilidade de riscos;
Errada, porque escalas de probabilidade são instrumentos de avaliação, não o ponto de partida do gerenciamento.
- D)estruturação da matriz de riscos com respostas-padrão;
Errada, porque a matriz de riscos com respostas-padrão é etapa posterior, já dependente da identificação e avaliação dos riscos.
- E)identificação dos riscos inerentes no âmbito organizacional.
Errada, porque identificar riscos inerentes é uma fase importante, mas vem depois da definição do apetite a risco e da orientação estratégica.
Gabarito: B
O COSO ERM trata a gestão de riscos como parte da estratégia da organização, e não como um apêndice burocrático. A lógica é simples: antes de listar riscos, montar matriz ou criar respostas, a alta administração precisa dizer até onde a organização aceita ir. Em outras palavras, primeiro vem o apetite a risco, que é o nível de risco que a entidade está disposta a assumir na busca de seus objetivos. Esse ponto é essencial porque orienta todas as etapas seguintes: identificação de riscos, avaliação, resposta e monitoramento. Se você não sabe quanto risco pode tolerar, qualquer análise vira chute elegante. É por isso que o COSO ERM destaca o comprometimento da administração e o alinhamento com a estratégia organizacional. Assim, o gabarito é a letra B: definir o apetite a risco da organização. Isso funciona como a régua inicial para decidir o que é aceitável, o que exige controle adicional e o que precisa ser evitado. Em provas da FGV, quando aparece o COSO ERM, a banca costuma cobrar essa sequência lógica e a ideia de que risco é gerenciado em função dos objetivos. Como referência doutrinária, o COSO ERM é justamente um modelo de gerenciamento integrado de riscos corporativos, voltado a criar e preservar valor. Logo, o primeiro passo não é medir nem responder ao risco, mas estabelecer o quanto de risco a organização aceita correr.