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Auditoria · FGV · 2024

Questão comentada de Auditoria

Tanto nas organizações privadas quanto nas públicas, o gerenciamento de riscos possibilita aos administradores tratar com eficácia as incertezas, os riscos e as oportunidades a elas associados, de forma a aprimorar a capacidade de geração de valor (COSO ERM). O COSO ERM afirma que o gerenciamento de riscos corporativos requer o comprometimento da alta administração e a adoção de procedimentos alinhados à estratégia organizacional, dos quais o primeiro a ser considerado refere-se à:

Gabarito: B

O COSO ERM trata a gestão de riscos como parte da estratégia da organização, e não como um apêndice burocrático. A lógica é simples: antes de listar riscos, montar matriz ou criar respostas, a alta administração precisa dizer até onde a organização aceita ir. Em outras palavras, primeiro vem o apetite a risco, que é o nível de risco que a entidade está disposta a assumir na busca de seus objetivos. Esse ponto é essencial porque orienta todas as etapas seguintes: identificação de riscos, avaliação, resposta e monitoramento. Se você não sabe quanto risco pode tolerar, qualquer análise vira chute elegante. É por isso que o COSO ERM destaca o comprometimento da administração e o alinhamento com a estratégia organizacional. Assim, o gabarito é a letra B: definir o apetite a risco da organização. Isso funciona como a régua inicial para decidir o que é aceitável, o que exige controle adicional e o que precisa ser evitado. Em provas da FGV, quando aparece o COSO ERM, a banca costuma cobrar essa sequência lógica e a ideia de que risco é gerenciado em função dos objetivos. Como referência doutrinária, o COSO ERM é justamente um modelo de gerenciamento integrado de riscos corporativos, voltado a criar e preservar valor. Logo, o primeiro passo não é medir nem responder ao risco, mas estabelecer o quanto de risco a organização aceita correr.

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