Ao desenvolver o seu trabalho, um auditor interno deve estar atento aos princípios éticos e a regras de conduta aplicáveis à sua área de atuação. Nesse contexto, ao comprometer-se em “divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que, caso não sejam divulgados, possam distorcer o reporte sobre as atividades sob revisão”, o auditor interno está agindo em aderência ao princípio ético da:
- A)integridade;
Errada: integridade se liga a honestidade e retidão de conduta, mas o enunciado descreve a exigência de julgamento sem omissão de fatos materiais, que é de objetividade.
- B)competência;
Errada: competência trata de conhecimento, habilidade e zelo profissional, não da obrigação de revelar fatos relevantes para evitar distorção do relatório.
- C)objetividade;
Certa: o dever de divulgar fatos materiais para não distorcer o reporte é expressão direta de objetividade, com julgamento imparcial e íntegro na comunicação.
- D)imparcialidade;
Errada: imparcialidade é ideia próxima, mas nas normas de ética do auditor interno o comando descrito aparece mais especificamente como objetividade.
- E)confidencialidade.
Errada: confidencialidade manda preservar informações, mas não justifica omitir fatos materiais que possam comprometer a fidedignidade do relatório.
Gabarito: C
Quando a prova fala em princípios éticos do auditor interno, ela costuma cobrar o Código de Ética do IIA/Instituto dos Auditores Internos, que é a base clássica para esse tipo de questão. Entre os princípios, a ideia de agir com objetividade é justamente manter julgamento imparcial, sem deixar preferências, interesses pessoais ou pressão externa contaminarem a análise. O trecho do enunciado é bem característico: “divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que, caso não sejam divulgados, possam distorcer o reporte”. Isso é linguagem típica de objetividade, porque o auditor não pode esconder informação relevante nem montar um relatório enviesado. Se algo material pode alterar a leitura do trabalho, a omissão vira problema ético. Em outras palavras, auditor interno não é aquele personagem que “vê, mas não conta”. Ele precisa registrar e comunicar o que for relevante para que o usuário do relatório tenha uma visão fiel da situação. A lógica é proteger a qualidade do julgamento e a credibilidade do trabalho. Por isso, o gabarito é a letra C. Em termos de cobrança de concurso, a banca gosta de associar objetividade à independência mental, imparcialidade e divulgação completa de fatos materiais. Já confidencialidade é outra história: ela protege informações, mas não autoriza omitir dado relevante para distorcer o reporte.