Em um diagrama de Bruckner (ou diagrama de massas), entre dois pontos de interseção consecutivos com a linha de terra ou uma linha paralela a essa, é correto afirmar que:
- A)os volumes de corte e aterro se compensam entre esses pontos;
Certa, porque entre dois pontos consecutivos de interseção a massa acumulada se recompõe, indicando compensação entre cortes e aterros.
- B)esses pontos correspondem a pontos de passagem no perfil longitudinal;
Errada, porque isso não descreve pontos de passagem do perfil longitudinal, mas sim cruzamentos do diagrama de massas com a linha de referência.
- C)a diferença de abscissas entre esses pontos expressa o volume de terra entre eles;
Errada, porque a diferença de abscissas não expressa volume de terra; o volume é relacionado à variação da ordenada do diagrama.
- D)a diferença de abscissas entre esses pontos expressa o momento de transporte da distribuição considerada;
Errada, porque a diferença de abscissas não representa momento de transporte, que se relaciona à área entre a curva e a linha de referência.
- E)a diferença de ordenadas entre esses pontos pode representar uma predominância de aterros ou de cortes, conforme o sinal.
Errada, porque a diferença de ordenadas indica variação de massa acumulada, mas a leitura de predominância de corte ou aterro não é feita assim de forma direta.
Gabarito: A
O diagrama de Bruckner, também chamado de diagrama de massas, serve para acompanhar o equilíbrio entre cortes e aterros ao longo de uma obra de terraplenagem. Em vez de olhar só para cada trecho isoladamente, você enxerga o comportamento acumulado dos volumes, o que ajuda a planejar movimentação de terra e transporte. A lógica é simples: quando a curva cruza a linha de terra, ou uma linha paralela a ela, você está diante de pontos em que a massa acumulada volta ao mesmo nível. Entre dois pontos consecutivos de interseção, a área da curva representa o desbalanço de volumes naquele intervalo, e os trechos de corte e aterro acabam se compensando no conjunto considerado. Por isso, a ideia central cobrada na questão é a compensação entre corte e aterro entre esses pontos consecutivos. Não é um gráfico de perfil longitudinal, nem um mapa direto de volume pela diferença de abscissas ou de ordenadas. Aqui o que importa é a leitura da massa acumulada e o equilíbrio do trecho. Em obras públicas, esse tipo de raciocínio aparece na análise de movimentação de terras e de transporte de materiais. A doutrina de terraplenagem trata o diagrama de massas como ferramenta de controle econômico da distribuição dos volumes, justamente para reduzir transporte desnecessário e enxergar onde há compensação de material.