Durante um trabalho de auditoria no grupo de conta “Uso de Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo” que integra a Demonstração das Variações Patrimoniais, na classe das Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD), um auditor constatou que o valor da aquisição de um equipamento fora debitado em uma das contas do grupo. Consequentemente, o saldo do grupo de contas representativas das VPDs (teste principal) se encontrava superavaliado e o teste secundário para subavaliação deve se dar em conta de:
- A)ativo imobilizado;
Correta, porque a aquisição do equipamento deveria ter sido registrada no ativo imobilizado, e não como VPD, gerando subavaliação dessa conta.
- B)depreciação acumulada;
Errada, pois depreciação acumulada não é a conta afetada pela compra inicial do equipamento; ela só entra depois, na alocação do custo ao longo do tempo.
- C)fornecedores de equipamentos;
Errada, porque fornecedores de equipamentos seria a contrapartida no passivo se a compra fosse a prazo, mas o enunciado quer a conta relacionada à subavaliação do bem.
- D)variações patrimoniais aumentativas (VPA);
Errada, pois VPA é categoria de variação patrimonial aumentativa e não representa a conta que ficou subavaliada nesse erro de classificação.
- E)ajustes de avaliação patrimonial.
Errada, porque ajustes de avaliação patrimonial tratam de ajustes de valor ao patrimônio líquido, não da contabilização da aquisição do equipamento.
Gabarito: A
Nesta questão, a banca está explorando a lógica dos testes de auditoria em contas contábeis: quando você identifica uma distorção em um lado, precisa pensar qual conta do outro lado ficou afetada. É o famoso raciocínio de débito e crédito, sem magia e sem sofrimento, só contabilidade aplicada. Aqui, a despesa com aquisição de equipamento foi lançada no grupo "Uso de Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo", que integra as Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD). Como a compra de equipamento não é consumo de capital fixo nem despesa do período, o correto seria reconhecer o bem no ativo imobilizado. Ao lançá-la indevidamente como VPD, o auditor percebeu que o grupo das VPDs ficou superavaliado. Quando isso acontece, o teste secundário para subavaliação deve procurar o outro lado da falha: a conta que deveria ter sido debitada e não foi, isto é, o ativo imobilizado. Em outras palavras, se a despesa foi a mais, o bem patrimonial ficou a menos. É a dupla face do mesmo erro. Esse raciocínio é coerente com a estrutura do PCASP e com a NBC TSP Estrutura Conceitual, que distinguem ativo como recurso controlado pela entidade e despesa/VPD como consumo de benefícios econômicos ou potencial de सेवा no período. Por isso, o gabarito é a letra A: o teste secundário deve ser feito em conta de ativo imobilizado.