Uma das regras de conduta do Código de Ética do The IIA (The Institute of Internal Auditors) é que auditores internos “não devem conscientemente fazer parte de qualquer atividade ilegal ou se envolver em atos impróprios para a profissão de auditoria interna ou para a organização”. Porém, comportamentos como os listados a seguir ameaçam essa regra de conduta: • Não aceitar a responsabilidade por erros cometidos; • Emitir relatórios falsos ou permitir que outros o façam; • Prestar serviços de auditoria interna para os quais não se tenha competência; • Solicitar ou divulgar informações confidenciais sem a devida autorização. Tais comportamentos constituem uma ameaça direta ao princípio ético da:
- A)integridade;
Certa: os comportamentos descritos revelam falta de honestidade, responsabilidade e retidão, que são elementos centrais da integridade.
- B)objetividade;
Errada: a objetividade trata de imparcialidade e ausência de conflitos de interesse, o que não é o foco principal dos atos descritos.
- C)competência;
Errada: a competência se relaciona à capacidade técnica e ao zelo profissional, mas a questão aponta sobretudo para conduta moral e honestidade.
- D)independência;
Errada: a independência é importante na auditoria, porém o enunciado não trata principalmente de autonomia de julgamento, e sim de comportamento ético.
- E)confidencialidade.
Errada: a confidencialidade é afetada por uma das condutas citadas, mas o conjunto da descrição aponta de forma mais direta para a integridade.
Gabarito: A
O Código de Ética do The IIA trabalha com princípios que orientam a conduta do auditor interno: integridade, objetividade, confidencialidade e competência. A questão mistura várias atitudes claramente antiéticas, mas o ponto central é que todas elas mostram falta de honestidade, retidão e senso de responsabilidade. E isso é justamente o coração da integridade. Quando o auditor não aceita responsabilidade pelos próprios erros, emite relatórios falsos ou permite que outros o façam, ele quebra a confiança que sustenta a atividade de auditoria interna. Sem confiança, não há credibilidade. É como tentar vender “controle interno” com carimbo de improviso: não funciona. A confidencialidade e a competência até aparecem no enunciado como áreas afetadas em algumas condutas, mas a pergunta fala em ameaça direta ao princípio ético mais abrangente da lista. O comportamento descrito atinge primeiro a honestidade e a postura moral do profissional, que são elementos típicos da integridade. Por isso, o gabarito é a letra A. No Código de Ética do IIA, integridade exige desempenho honesto, diligente e responsável, e justamente por isso esses atos são incompatíveis com esse princípio.