Os impactos ambientais de obras rodoviárias ocorrem nas fases de construção e operação da via. Dentro da sistemática de prevenção e controle dos impactos decorrentes desses empreendimentos está prevista a adoção de medidas mitigadoras para cada um dos impactos das diversas fases do empreendimento. Nesse sentido, são recomendadas ações que em geral compõem o Plano de Controle Ambiental. Durante a fase de operação de grandes rodovias, um dos impactos sobre o meio biótico é o atropelamento sistemático de animais silvestres em pontos específicos. Uma das ações que podem ser recomendadas para mitigação desse fator gerador de impactos é a:
- A)revegetação marginal da área de risco de acidentes;
Errada, porque revegetar a margem pode ajudar em estabilidade e paisagem, mas não resolve de forma direta o atropelamento de animais na pista.
- B)remoção da cobertura vegetal marginal ao fluxo de veículos;
Errada, pois remover a vegetação marginal tende até a piorar a situação, já que pode aumentar a exposição da fauna e a degradação do habitat.
- C)revisão das condições de drenagem e proteção vegetal dos taludes marginais da rodovia;
Errada, porque drenagem e proteção de taludes tratam de erosão e estabilidade geotécnica, não do risco de colisão com animais silvestres.
- D)implantação de barreiras acústicas do tipo bosque de coníferas lateralmente à rodovia;
Errada, pois barreiras acústicas e bosque de coníferas servem para atenuar ruído, não para evitar atropelamento de fauna.
- E)implantação de sinalização alertando os motoristas para diminuir a velocidade de operação.
Certa, porque a sinalização de alerta para redução de velocidade é medida direta e adequada para diminuir atropelamentos de animais silvestres em trechos críticos.
Gabarito: E
Em obras rodoviárias, o impacto ambiental não termina quando a pista fica pronta: na fase de operação, surgem problemas como ruído, fragmentação de habitat e atropelamento de fauna silvestre. Por isso, o Plano de Controle Ambiental costuma trazer medidas específicas para cada impacto e para cada fase do empreendimento. Aqui, o foco é o atropelamento de animais em pontos críticos da rodovia, o que pede ação direta sobre o comportamento do motorista e sobre a velocidade de circulação. A medida mais adequada, nesse caso, é a sinalização de alerta para reduzir a velocidade. Faz sentido porque, em trechos com travessia de fauna, diminuir a velocidade aumenta o tempo de reação do condutor e reduz a chance de colisão e a gravidade do acidente. Em linguagem de prova: se o problema é animal atravessando a pista, a resposta passa por advertir o usuário da via e induzir condução mais cautelosa. As medidas ambientais para rodovias costumam combinar soluções de engenharia, sinalização e manejo. Em outros cenários, podem aparecer passagens de fauna, cercas direcionadoras, monitoramento e até ajustes de iluminação e vegetação. Mas, quando a questão fala de atropelamento sistemático em pontos específicos, a resposta mais clássica e imediata é a redução de velocidade com advertência ao motorista. No plano normativo, essa lógica está alinhada à política de prevenção e mitigação do licenciamento ambiental e às condicionantes normalmente exigidas para empreendimentos rodoviários, dentro da ideia de controlar o impacto na fonte e reduzir o dano antes que ele aconteça. Em prova da FGV, vale pensar assim: problema com fauna na pista pede medida operacional simples, direta e eficaz.