Os trabalhos de auditoria governamental previstos no Plano de Auditoria Interna devem ser realizados com base em um planejamento específico que subsidiará a sua execução e a elaboração do respectivo relatório. Sobre o planejamento, a execução e a comunicação dos resultados dos trabalhos de auditoria interna, é correto afirmar que
- A)a participação de todos os membros da equipe de auditoria não se constitui em requisito fundamental ao planejamento da auditoria.
Errada, porque a participacao da equipe no planejamento e importante para alinhar entendimento, riscos e procedimentos, embora a forma exata de envolvimento possa variar conforme o trabalho.
- B)a definição dos objetivos e do escopo do trabalho ocorre na etapa de execução da auditoria e tem por finalidade coletar evidências suficientes para subsidiar a opinião do auditor.
Errada, porque objetivos e escopo sao definidos no planejamento, e nao apenas na execucao, quando o foco ja e coletar evidencias e aplicar testes.
- C)a análise preliminar do objeto de auditoria é necessária para ajudar os auditores internos governamentais a obter uma compreensão suficiente do escopo do trabalho e dos exames a serem realizados.
Certa, pois a analise preliminar do objeto ajuda o auditor a compreender o escopo do trabalho e a definir adequadamente os exames a serem realizados.
- D)a aprovação do programa de trabalho da auditoria ocorre no momento da validação do Plano Anual de Auditorias.
Errada, porque a aprovacao do programa de trabalho ocorre no contexto do planejamento especifico da auditoria, e nao simplesmente na validacao do Plano Anual.
- E)o mapeamento de processos não é uma técnica indicada para uso no planejamento dos trabalhos de auditoria, pois não permite que o auditor possa identificar os possíveis objetivos do trabalho a ser realizado.
Errada, porque o mapeamento de processos e uma tecnica util no planejamento para identificar fluxos, riscos, controles e possiveis objetivos da auditoria.
Gabarito: C
No planejamento da auditoria interna, o auditor nao sai correndo para testar tudo de imediato. Primeiro ele precisa entender o objeto, o ambiente, os riscos e os processos envolvidos, para depois definir o que vai examinar, com qual profundidade e por quais procedimentos. Em auditoria governamental, esse passo inicial e essencial para dar foco ao trabalho e evitar a famosa auditoria "no escuro". A ideia central e que o planejamento especifico serve para orientar a execucao e a propria redacao do relatorio. Por isso, a analise preliminar do objeto de auditoria ajuda a formar uma compreensao suficiente do escopo e dos exames que serao feitos. Esse raciocinio e coerente com as normas de auditoria interna e com a pratica profissional: primeiro voce entende, depois voce testa. O erro comum e confundir planejamento com execucao. A definicao de objetivos, escopo, criterios, riscos e procedimentos nasce no planejamento, nao no meio da coleta de evidencias. Tambem nao faz sentido desprezar tecnicas como mapeamento de processos, porque elas ajudam justamente a enxergar pontos de controle, riscos e possiveis objetivos da auditoria. Assim, a alternativa correta e a que reconhece a analise preliminar do objeto como etapa necessaria para que os auditores internos governamentais tenham compreensao suficiente do escopo e dos exames a realizar. Em linha com boas praticas de auditoria interna e com a logica das normas profissionais, planejamento bom e aquele que evita surpresa ruim depois.