De acordo com a NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria, o risco de amostragem pode levar a conclusões errôneas como, por exemplo, no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do que realmente são ou, no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela não existe. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da auditoria porque
- A)compromete a credibilidade do trabalho realizado.
Errada, porque a conclusão errônea por risco de amostragem afeta principalmente a eficiência do trabalho, e não necessariamente a credibilidade do relatório em si.
- B)influencia o auditor a emitir uma opinião de auditoria não apropriada.
Errada, porque uma conclusão errônea por amostragem não significa, por si só, que o auditor emitirá opinião inadequada; isso depende do conjunto da auditoria e de outras evidências.
- C)pode levar a um trabalho adicional para estabelecer que as conclusões iniciais estavam incorretas.
Certa, porque uma conclusão errada pode exigir procedimentos adicionais para confirmar ou corrigir o resultado inicial, reduzindo a eficiência da auditoria.
- D)prejudica a comparabilidade com as demonstrações contábeis de períodos anteriores.
Errada, porque comparabilidade das demonstrações contábeis é tema ligado a apresentação e consistência contábil, não ao risco de amostragem descrito na NBC TA 530.
- E)gera a demanda pela contratação de especialistas para dar suporte a opiniões que deveriam ser tomadas sem a sua presença.
Errada, porque a questão trata de risco de amostragem e eficiência da auditoria, não da necessidade de especialistas previstos em outras normas de auditoria.
Gabarito: C
A NBC TA 530 trata da amostragem em auditoria e deixa claro que o risco de amostragem não muda só o resultado técnico da conclusão, mas também a eficiência do trabalho. Isso acontece porque, quando o auditor tira uma conclusão errada com base na amostra, ele pode ter de refazer testes, ampliar a extensão dos procedimentos ou buscar evidências adicionais para confirmar que a conclusão inicial estava incorreta. Em outras palavras, a auditoria fica mais trabalhosa e mais cara, como quem revisa uma conta duas vezes porque desconfiou do primeiro cálculo. No teste de controles, o risco de amostragem pode levar o auditor a achar que um controle é menos eficaz do que realmente é. No teste de detalhes, pode fazer o auditor enxergar uma distorção relevante onde ela nem existe. Em ambos os casos, a conclusão errada não significa automaticamente que a opinião final será errada, mas gera perda de eficiência, porque o auditor tende a executar trabalho extra para corrigir ou confirmar a percepção inicial. É por isso que a alternativa C está correta: o efeito descrito afeta a eficiência da auditoria porque pode levar a trabalho adicional para demonstrar que as conclusões iniciais estavam incorretas. A lógica está alinhada com a NBC TA 530, que distingue o impacto do risco de amostragem sobre a eficiência e sobre a efetividade da auditoria.