Para que possa contribuir para o êxito do trabalho de auditoria, o processo de amostragem deve
- A)adotar as mesmas técnicas em toda a extensão do trabalho.
Errada, porque a auditoria não exige usar as mesmas técnicas em todo o trabalho; a técnica varia conforme o objetivo, o risco e o tipo de teste.
- B)considerar o maior número de observações possível para reduzir riscos.
Errada, porque aumentar o número de observações não substitui um desenho de amostragem adequado e não é, por si só, garantia de menor risco.
- C)estar baseado em princípios estatísticos demonstráveis.
Certa, porque a amostragem em auditoria deve ter base estatística demonstrável para permitir seleção adequada, avaliação do risco e inferência sobre a população.
- D)ser independente das características do universo analisado.
Errada, porque a amostragem deve considerar justamente as características do universo analisado, como homogeneidade, variabilidade e materialidade.
- E)subsidiar conclusões restritas aos elementos incluídos na amostra.
Errada, porque a finalidade da amostra é permitir conclusões sobre a população, e não apenas sobre os itens individualmente examinados.
Gabarito: C
Na auditoria, amostragem é o uso de parte de um universo para ajudar a tirar conclusões sobre o todo. Isso só funciona bem quando a seleção da amostra segue uma lógica que permita medir e controlar o risco de erro. Em outras palavras, não basta escolher "alguns itens" de qualquer jeito: o processo precisa ser tecnicamente defensável. A ideia central cobrada pela banca é que a amostragem deve estar baseada em princípios estatísticos demonstráveis. Isso significa que, quando aplicável, o auditor precisa conseguir justificar como a amostra foi selecionada, qual o risco envolvido e até que ponto os resultados podem ser projetados para a população. Esse é o tipo de amostragem que dá suporte sólido às conclusões do trabalho. É por isso que a alternativa C está correta. A FGV costuma cobrar a essência da amostragem em auditoria: representatividade, controle do risco e possibilidade de inferência. A lógica está alinhada às normas de auditoria, especialmente as NBC TA relacionadas a amostragem, que exigem base técnica para seleção e avaliação da amostra. As demais alternativas escorregam em ideias tentadoras, mas erradas: ou exageram na quantidade, ou tratam a amostra como se fosse independente do universo, ou restringem demais a conclusão aos itens examinados. Em auditoria, amostra boa não é a maior possível nem a mais "simples"; é a que permite conclusão confiável.