A comunicação de resultados é considerada a principal oportunidade para a atividade de auditoria interna reforçar o seu valor perante a organização. E a qualidade dessa comunicação é dada a partir de algumas características. Assim, entre outras qualidades, o auditor deve se comprometer em comunicar informações precisas, ou seja:
- A)justas, imparciais, neutras, livres de influência indevida;
Errada, porque descreve imparcialidade e neutralidade, não a ideia de precisão.
- B)livres de erros e distorções, e fiéis aos fatos e evidências que lhes dão suporte;
Certa, pois precisão é comunicar algo livre de erros e distorções, fiel aos fatos e às evidências.
- C)lógicas e que considerem todas as informações significativas e relevantes;
Errada, porque fala de lógica e abrangência das informações, mais ligada à completude e coerência.
- D)significativas e relevantes, e que apoiem conclusões e recomendações;
Errada, porque trata de relevância e significado, características da utilidade e pertinência da comunicação.
- E)úteis para os destinatários do trabalho de auditoria e que conduzam a melhorias onde necessário.
Errada, porque descreve utilidade e foco em melhorias, não a precisão da informação.
Gabarito: B
Na auditoria interna, comunicar resultados não é só “entregar um relatório bonito”; é transmitir informação que realmente ajude a organização a agir. As normas profissionais de auditoria interna, alinhadas ao IPPF/IIA, destacam que a comunicação deve ter qualidade, especialmente ser precisa, objetiva, clara, concisa, construtiva, completa e oportuna. Quando a questão fala em informações precisas, a ideia central é bem direta: o auditor deve evitar erros, distorções e qualquer afirmação que não esteja devidamente sustentada por fatos e evidências. Em auditoria, precisão não é enfeite de linguagem, é fidelidade ao que foi encontrado no trabalho. Se a conclusão não conversa com a evidência, a comunicação perde credibilidade na hora. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Ela traduz exatamente o conceito de precisão: informações livres de erros e distorções, e fiéis aos fatos e evidências que lhes dão suporte. É a linguagem típica de norma técnica, e a FGV costuma cobrar esse tipo de correspondência quase literal entre conceito e redação. As outras alternativas trazem qualidades verdadeiras da comunicação de auditoria, mas não são o que a questão chama de “precisas”. Em prova, vale lembrar: cada atributo tem sua definição própria. A banca gosta de trocar os rótulos para ver se você identifica a característica certa sem cair no “parece correto, então é”.