Durante um trabalho de auditoria financeira, ao analisar a conta de despesa com manutenção de equipamentos industriais, o auditor observou que o valor com a aquisição de uma máquina embaladora havia sido debitado nessa conta. Nessa situação, são aplicáveis
- A)um teste principal de ativo para superavaliação e um teste secundário de despesa para subavaliação.
Errada, porque inverte a prioridade do erro: o problema principal está na despesa superavaliada, não no ativo.
- B)um teste principal de despesa para superavaliação e um teste secundário de ativo para subavaliação.
Certa, pois o lançamento indevido gerou superavaliação da despesa como efeito principal e subavaliação do ativo como efeito secundário.
- C)um teste secundário de ativo para superavaliação e um teste principal de despesa para subavaliação.
Errada, porque troca as naturezas das distorções: o ativo não foi superavaliado e a despesa não foi subavaliada.
- D)um teste secundário de despesa para subavaliação e um teste principal de ativo para superavaliação.
Errada, porque mistura as afirmações ao contrário do que ocorreu: a despesa foi superavaliada e o ativo subavaliado.
- E)um teste secundário de despesa para superavaliação e um teste principal de ativo para subavaliação.
Errada, porque também inverte os efeitos: não houve superavaliação da despesa nem subavaliação do ativo.
Gabarito: B
Em auditoria, quando a conta afetada tem natureza de despesa, o auditor olha primeiro se houve aumento indevido desse saldo. Se uma máquina foi lançada como "manutenção", a despesa ficou maior do que deveria. Isso é um caso clássico de superavaliação da despesa, porque a conta de resultado foi debitada sem ser despesa de fato. Ao mesmo tempo, o ativo correspondente não entrou no balanço. Então, além do problema na despesa, existe uma subavaliação do ativo imobilizado. Em linguagem de auditoria, a mesma falha pode ser vista por dois ângulos: o da despesa e o do ativo. O ponto que derruba muita gente é a lógica do "teste principal" e do "teste secundário". O teste principal mira a conta em que o erro aparece de forma mais direta; o secundário mira a conta que ficou faltando ou distorcida em sentido oposto. Como o lançamento indevido foi feito em despesa, o foco principal é a superavaliação da despesa. E, por consequência, o ativo ficou subavaliado. Por isso, o gabarito é a letra B: teste principal de despesa para superavaliação e teste secundário de ativo para subavaliação. Essa é a leitura correta da falha contábil e é compatível com a lógica de auditoria de saldos e afirmações: existe despesa a maior e ativo a menor.