O método de seleção de amostra em que o auditor precisa determinar que as unidades de amostragem da população não estão estruturadas, de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão em particular da população, é a seleção:
- A)ao acaso;
Errada, porque a seleção ao acaso não depende de intervalo fixo nem do cuidado com padrão periódico na população.
- B)aleatória;
Errada, porque a seleção aleatória envolve sorteio ou mecanismo randômico, não a retirada em intervalos regulares.
- C)de blocos;
Errada, porque seleção de blocos escolhe agrupamentos contíguos, e não itens espaçados por um intervalo constante.
- D)sistemática;
Certa, porque a seleção sistemática usa um intervalo de amostragem fixo e exige verificar se ele não coincide com um padrão da população.
- E)por unidade monetária.
Errada, porque a seleção por unidade monetária considera o valor monetário acumulado dos itens, não um intervalo regular entre unidades.
Gabarito: D
Na amostragem em auditoria, o auditor pode selecionar itens por diferentes métodos, e cada um tem uma lógica própria. A seleção sistemática é aquela em que se escolhe um ponto inicial e, depois, os itens passam a ser retirados em intervalos regulares, como "a cada 10 registros". Ela é muito usada quando a população está organizada em ordem sequencial, mas exige cuidado para que esse intervalo não coincida com algum padrão escondido da população, porque isso pode distorcer a amostra. É exatamente por isso que o enunciado fala que o auditor precisa determinar que as unidades de amostragem não estão estruturadas de modo que o intervalo corresponda a um padrão particular. Se houver esse padrão, a seleção sistemática pode ficar enviesada sem o auditor perceber. Em outras palavras: a técnica é prática, mas não pode deixar o relógio da amostragem bater sempre no mesmo ponto da população. O gabarito é a alternativa D, seleção sistemática. A ideia central do método é usar um intervalo fixo entre as unidades escolhidas, o que combina com a descrição da questão. Em auditoria, isso aparece na teoria de amostragem por atributos e amostragem substantiva, conforme a doutrina clássica e as normas profissionais de auditoria (como a NBC TA 530, que trata de amostragem em auditoria), que destacam justamente o risco de padrão na população. As demais alternativas não batem com essa descrição porque tratam de seleção puramente casual, por sorteio, por blocos ou por valor monetário, e não de intervalos regulares. Então, quando a questão falar em "intervalo de amostragem" e alertar para padrão na população, pense imediatamente em seleção sistemática.