O Modelo de Três Linhas foi desenvolvido pelo The Institute of Internal Auditors com o objetivo de ser uma referência para as organizações na identificação de estruturas e processos que melhor auxiliam no atingimento dos objetivos e facilitam uma forte governança e gerenciamento de riscos. Por ser aplicável a todas as organizações, entidades como a Controladoria-Geral da União têm incentivado a sua adoção. No Modelo de Três Linhas, a auditoria interna:
- A)assume papéis de segunda linha, que incluem apoio e monitoramento de questões relacionadas a riscos;
Errada, porque apoio e monitoramento de riscos são típicos da segunda linha, não da auditoria interna.
- B)não tem papel especificado, uma vez que avalia o processo de governança e gerenciamento de riscos;
Errada, porque a auditoria interna tem papel definido no modelo: ela integra a terceira linha como função de avaliação independente.
- C)presta avaliação independente sobre questões relativas ao atingimento dos objetivos;
Certa, porque a auditoria interna realiza avaliação independente sobre a governança, riscos e controles ligados ao alcance dos objetivos.
- D)situa-se na primeira linha e estabelece diretrizes institucionais para o gerenciamento de riscos;
Errada, porque a primeira linha executa as atividades e não estabelece diretrizes institucionais de gerenciamento de riscos.
- E)tem a responsabilidade de avaliar a efetividade da adoção do modelo.
Errada, porque a auditoria interna avalia a efetividade do modelo como parte de sua atuação, mas não tem a responsabilidade de criar ou conduzir o modelo em si.
Gabarito: C
O Modelo de Três Linhas organiza as responsabilidades de controle e governança dentro da organização de um jeito bem prático: a primeira linha executa e gerencia os riscos no dia a dia, a segunda linha apoia, monitora e dá методologia para o controle de riscos, e a terceira linha faz a avaliação independente. É justamente aí que entra a auditoria interna, que ocupa a terceira linha e não a segunda nem a primeira. Na lógica do IIA, a auditoria interna tem a função de prestar avaliação independente e objetiva sobre a governança, o gerenciamento de riscos e os controles internos, ajudando a organização a alcançar seus objetivos. Ou seja, ela não implementa controles nem define diretrizes operacionais, mas verifica se tudo isso está funcionando como deveria. Por isso, a alternativa correta é a C: a auditoria interna presta avaliação independente sobre questões relativas ao atingimento dos objetivos. A ideia central é simples: quem executa não deve ser o mesmo que audita, para preservar independência e credibilidade. Esse entendimento está alinhado ao posicionamento do The Institute of Internal Auditors e também às orientações difundidas pela CGU ao tratar do modelo de três linhas. Em resumo: a auditoria interna observa de fora, avalia de forma independente e entrega valor para a governança.