Em análises estatísticas, somente as amostragens probabilísticas permitem a correta generalização para a população dos resultados amostrais. Um tipo de amostragem que pode cumprir esse objetivo é a amostragem aleatória simples. Ao definir pela aplicação desse tipo de amostragem, um auditor deve considerar que:
- A)a amostra gerada tende a apresentar uma distribuição normal;
Errada, porque a amostragem aleatória simples não garante distribuição normal da amostra; isso depende de outros fatores, como tamanho amostral e comportamento da variável.
- B)a seleção de um elemento não interfere na seleção dos demais;
Certa, porque na amostragem aleatória simples a seleção de um elemento não interfere na seleção dos demais, preservando a independência das escolhas.
- C)é necessário garantir que todos os estratos da população sejam representados nos elementos amostrais;
Errada, porque a necessidade de representar todos os estratos é característica da amostragem estratificada, não da aleatória simples.
- D)os grupos formados devem ser exaustivos e mutuamente excludentes;
Errada, porque grupos exaustivos e mutuamente excludentes são ideia ligada à estratificação da população, e não à amostragem aleatória simples.
- E)recomenda-se aplicá-la unicamente em populações finitas.
Errada, porque a amostragem aleatória simples pode ser aplicada em populações finitas ou conceitualmente em universos maiores, sem essa limitação exclusiva.
Gabarito: B
Na amostragem aleatória simples, cada elemento da população tem a mesma chance de ser escolhido, e a seleção de um item não altera a chance dos demais. Esse é o ponto central: as escolhas são independentes e a lista da população precisa estar disponível para que a seleção seja realmente aleatória. Em auditoria, isso ajuda a gerar uma amostra sem viés de seleção e permite inferências estatísticas para a população, desde que a técnica seja usada corretamente. A banca gosta de cobrar a ideia de independência entre as seleções. Se você tira um elemento e isso não muda a probabilidade dos outros, você está no território da amostragem aleatória simples. É diferente de amostragem estratificada, em que a população é dividida em estratos, ou por conglomerados, em que se trabalham grupos. Cada técnica tem sua lógica, e misturar os conceitos costuma render pegadinha. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Na amostragem aleatória simples, a escolha de um elemento não interfere na escolha dos demais, justamente porque a seleção é feita com base no acaso e com chances iguais para todos os elementos da população. Em termos práticos, isso é o que sustenta a validade estatística da amostra para representar a população, desde que o processo de seleção seja bem executado. Não há, aqui, exigência de estratos, de grupos exaustivos e mutuamente excludentes, nem de população finita. Esses requisitos pertencem a outras técnicas ou a outros conceitos de amostragem. Em auditoria, o raciocínio correto é identificar a técnica pelo seu traço mais característico e não por elementos de métodos vizinhos.