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Auditoria · FGV · 2023

Questão comentada de Auditoria

Joana, estudiosa das denominadas “Entidades de Fiscalização Superior”, entende que os princípios da Declaração de Moscou, de 2019 (XXIII Incosai), devem direcionar a atuação dos nossos Tribunais de Contas em suas relações com as demais estruturas estatais de poder. Com base na premissa anterior, ao analisar o instituto da recomendação, Joana concluiu, corretamente, que:

Gabarito: A

A ideia da Declaração de Moscou, no contexto das Entidades de Fiscalização Superior, é bem simples: o Tribunal de Contas não deve ser um fiscal de gabinete isolado, mas um órgão que dialogue com os demais Poderes e ajude a melhorar a gestão pública. Nesse cenário, a recomendação ganha destaque como instrumento de aperfeiçoamento, sobretudo quando nasce de auditorias e aponta problemas relevantes ou estratégicos do Legislativo, do Executivo e da administração pública. Ou seja, não se trata de “mandar” no gestor, mas de oferecer encaminhamentos técnicos que possam corrigir falhas e prevenir desperdícios. A lógica é cooperativa: audita, identifica a causa do problema e recomenda medidas úteis. Isso combina muito com a atuação das EFS modernas, especialmente sob a inspiração da INTOSAI e da Declaração de Moscou. Por isso, a alternativa A está correta ao afirmar que deve ser ampliada a previsão de recomendações, baseadas em auditorias, a questões importantes e estratégicas. É exatamente esse o papel de uma atuação externa que quer influenciar a administração sem substituir quem administra. As demais opções exageram no isolamento, no sigilo ou em estruturas que não refletem a orientação contemporânea do controle externo. Em prova, sempre desconfie quando a alternativa transforma o Tribunal em uma ilha burocrática.

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