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Auditoria · FGV · 2023

Questão comentada de Auditoria

De acordo com as Normas dos Profissionais de Auditoria Interna, sob a perspectiva da independência organizacional, o executivo chefe de auditoria deve reportar-se a um nível dentro da organização que permita à atividade de auditoria interna cumprir suas responsabilidades. Os itens a seguir são exemplos de reporte funcional entre o executivo chefe de auditoria e o conselho, que são indicativos dessa independência, EXCETO:

Gabarito: C

A independência organizacional da auditoria interna não é enfeite de organograma: ela existe para que o executivo chefe de auditoria consiga trabalhar sem pressão indevida e com acesso direto ao órgão de governança. Pela lógica das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna (IPPF/IIA), o reporte funcional ao conselho costuma envolver aprovar o planejamento baseado em riscos, aprovar nomeação e destituição do executivo chefe, acompanhar desempenho da atividade e discutir limitações de escopo ou recursos. A ideia é garantir supervisão real, não só formalidade no papel. Nesse contexto, a alternativa C foge da lógica do reporte funcional. Mudanças na estrutura de controles e no gerenciamento de riscos são, em regra, temas operacionais e de gestão, ligados à administração executiva e aos responsáveis pelos processos, não um exemplo típico de comunicação funcional direta entre auditoria interna e conselho para sustentar a independência organizacional. As demais alternativas refletem exatamente o que a norma espera desse canal com o conselho: aprovar o plano, tratar de nomeação/demissão, discutir desempenho do plano e levantar problemas de escopo ou recursos. É o tipo de relação que mantém a auditoria interna com autonomia suficiente para fazer seu trabalho sem virar "passageira" da administração. Esse entendimento é compatível com as normas do IIA e com a prática consolidada em auditoria interna.

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