De acordo com as Normas dos Profissionais de Auditoria Interna, sob a perspectiva da independência organizacional, o executivo chefe de auditoria deve reportar-se a um nível dentro da organização que permita à atividade de auditoria interna cumprir suas responsabilidades. Os itens a seguir são exemplos de reporte funcional entre o executivo chefe de auditoria e o conselho, que são indicativos dessa independência, EXCETO:
- A)aprovação do planejamento de auditoria baseado em riscos;
Correta, porque a aprovação do plano de auditoria baseado em riscos é um exemplo clássico de reporte funcional ao conselho.
- B)aprovação de decisões referentes à nomeação e demissão do executivo chefe de auditoria;
Correta, pois a nomeação e a demissão do executivo chefe de auditoria devem passar pelo conselho para preservar a independência.
- C)comunicações acerca de alterações na estrutura de controles e gerenciamento de riscos;
Errada, porque mudanças na estrutura de controles e no gerenciamento de riscos são matéria típica da administração, não exemplo de reporte funcional ao conselho para reforçar independência.
- D)comunicações sobre o desempenho do plano de auditoria interna;
Correta, já que o conselho deve acompanhar o desempenho do plano de auditoria interna como parte da supervisão da atividade.
- E)questionamentos acerca da existência de escopos inadequados ou limitações de recursos.
Correta, porque questionamentos sobre escopo inadequado ou falta de recursos são exatamente o tipo de assunto que o conselho precisa conhecer.
Gabarito: C
A independência organizacional da auditoria interna não é enfeite de organograma: ela existe para que o executivo chefe de auditoria consiga trabalhar sem pressão indevida e com acesso direto ao órgão de governança. Pela lógica das Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna (IPPF/IIA), o reporte funcional ao conselho costuma envolver aprovar o planejamento baseado em riscos, aprovar nomeação e destituição do executivo chefe, acompanhar desempenho da atividade e discutir limitações de escopo ou recursos. A ideia é garantir supervisão real, não só formalidade no papel. Nesse contexto, a alternativa C foge da lógica do reporte funcional. Mudanças na estrutura de controles e no gerenciamento de riscos são, em regra, temas operacionais e de gestão, ligados à administração executiva e aos responsáveis pelos processos, não um exemplo típico de comunicação funcional direta entre auditoria interna e conselho para sustentar a independência organizacional. As demais alternativas refletem exatamente o que a norma espera desse canal com o conselho: aprovar o plano, tratar de nomeação/demissão, discutir desempenho do plano e levantar problemas de escopo ou recursos. É o tipo de relação que mantém a auditoria interna com autonomia suficiente para fazer seu trabalho sem virar "passageira" da administração. Esse entendimento é compatível com as normas do IIA e com a prática consolidada em auditoria interna.