Em um trabalho de auditoria, um auditor precisa realizar procedimentos com o objetivo de identificar a existência de indicadores de fraude nos documentos fiscais comprobatórios de despesas no tocante aos seus aspectos intrínsecos (dados pré-impressos). Para isso será necessário verificar a numeração da Autorização para Impressão de Documentos Fiscais (AIDF), os dados da gráfica e a faixa de numeração autorizada para o impresso no rodapé ou na lateral direita. Para executar esse tipo de procedimento, é recomendada a aplicação de técnicas de obtenção de evidência:
- A)física;
Errada, porque técnica física envolve inspeção ou contagem de bens, não a análise de dados impressos em documentos fiscais.
- B)analítica;
Errada, porque a técnica analítica compara informações e identifica tendências, mas não é a indicada para verificar autenticidade de dados pré-impressos.
- C)documental;
Certa, porque o procedimento descrito é a análise de documentos fiscais e de seus elementos formais e comprobatórios.
- D)testemunhal;
Errada, porque técnica testemunhal depende de declarações e entrevistas, e aqui o foco é o exame dos próprios documentos.
- E)independente.
Errada, porque evidência independente é obtida de fonte externa ao auditado, mas a questão pede a técnica adequada ao exame dos documentos fiscais em si.
Gabarito: C
Quando o auditor quer checar se um documento fiscal pode esconder fraude, ele olha para os elementos que já vêm impressos no próprio documento: numeração da AIDF, dados da gráfica, faixa autorizada de numeração, posição no rodapé ou na lateral, entre outros. Isso é uma verificação de documento sobre documento, isto é, um procedimento típico de exame documental. Na auditoria, a técnica de obtenção de evidência precisa combinar com a natureza do achado que você quer verificar. Se a dúvida está na autenticidade, regularidade e coerência interna do documento fiscal, o caminho natural é analisar o próprio papel, a impressão e os dados formais nele contidos. Por isso, o gabarito é a letra C. A técnica documental consiste em examinar documentos, registros e peças comprobatórias para conferir sua validade, consistência e conformidade. É exatamente o que se faz ao conferir AIDF, dados da gráfica e faixa de numeração autorizada. A FGV gosta muito de trocar o nome da técnica por uma descrição prática. Aqui, ela descreveu um teste de conferência de documento fiscal, não uma contagem física, nem entrevista, nem análise de tendências. Ou seja: é documentação na veia, sem fantasia.