Em relação aos papéis de trabalho, analise os exemplos a seguir: I. organograma II. documentos do planejamento III. relatos de visitas ou inspeções realizadas IV. fluxograma de procedimentos operacionais V. relatórios de auditoria de exercícios anteriores VI. solicitações de auditoria e as respectivas respostas Assinale a opção que indica apenas os papéis de trabalho classificados como correntes.
- A)I, IV e V.
Errada, porque organograma e fluxograma de procedimentos operacionais são tipicamente papéis permanentes, e relatórios de exercícios anteriores também costumam integrar esse arquivo.
- B)I, V e VI.
Errada, porque embora organograma e relatórios antigos não sejam correntes, a letra mistura um item permanente com um item corrente e ainda erra ao incluir o relatório de exercícios anteriores.
- C)II, III e IV.
Errada, porque documentos do planejamento, relatos de visitas e inspeções e fluxogramas de procedimentos operacionais não formam um conjunto apenas de papéis correntes.
- D)II, III e VI.
Certa, porque documentos do planejamento, relatos de visitas ou inspeções e solicitações de auditoria com respostas registram o trabalho do período e, por isso, são papéis correntes.
- E)II, V e VI.
Errada, porque relatórios de auditoria de exercícios anteriores tendem a ser permanentes, e não correntes, além de a alternativa trocar a natureza dos documentos listados.
Gabarito: D
Em auditoria, os papéis de trabalho podem ser vistos como a "memória" do trabalho feito pelo auditor. Eles costumam ser divididos em dois grupos: permanentes, que guardam informações úteis por vários exercícios, e correntes, que servem ao exame daquele período específico. A lógica é simples: se o documento ajuda a entender a empresa ao longo do tempo, tende a ficar no arquivo permanente; se ele registra o que foi planejado, testado, observado e respondido naquela auditoria, ele vai para o corrente. Na prática, os papéis correntes reúnem tudo que nasce da execução do trabalho: planejamento da auditoria, programas, relatos de visitas, testes, confirmações, respostas da administração e conclusões do período. Já elementos como organograma, fluxograma de procedimentos e relatórios de exercícios anteriores costumam ter utilidade mais duradoura, funcionando como base de conhecimento para auditorias futuras. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. Os itens II, III e VI são correntes: documentos do planejamento, relatos de visitas ou inspeções realizadas e solicitações de auditoria com as respectivas respostas fazem parte direta da auditoria daquele exercício. Eles documentam decisão, procedimento e evidência obtida no trabalho atual. Esse entendimento é o que aparece na doutrina e nas normas de auditoria, especialmente na NBC TA 230, que trata da documentação de auditoria e reforça que os papéis de trabalho devem registrar, de forma suficiente e apropriada, a base para a opinião do auditor e as evidências obtidas. Ou seja, papel de trabalho não é enfeite de pasta: ele precisa provar o que foi feito e o que foi encontrado.